Morre em Salvador a escritora e poetisa Myriam Fraga
Diretora executiva da Fundação Casa de Jorge Amado, ela ocupava a cadeira nº 13 da Academia de Letras da Bahia

Morreu no início da tarde desta segunda-feira (15) aos 78 anos, a escritora Myriam Fraga, diretora-executiva da Fundação Casa de Jorge Amado e ocupante da cadeira 13 da Academia de Letras da Bahia.
Ela lutava contra uma leucemia e faleceu no Hospital Aliança, onde estava internada desde o dia 20 de janeiro, como informou ao bahia.ba uma funcionária da Casa de Jorge Amado. O sepultamento ocorre nesta terça-feira (16), às 10h30, no cemitério Jardim da Saudade. Ela deixa quatro filhos.
Myriam se tornou imortal em 1985, quando tomou posse na cadeira 13 da ABL. Baiana, de Salvador, ela iniciou as atividades literárias assinando artigos em revistas e suplementos literários. Lançou seu primeiro livro de poemas “Marinhas” em 1964, pelas Edições Macunaíma. As ilustrações levam a assinatura do mestre Calazans Neto.
De acordo com informações do site da ALB, Myriam tem poemas traduzidos para o inglês, francês e alemão, participou de diversas antologias no Brasil e no exterior. É citada em várias publicações nacionais e estrangeiras, entre elas: Pequeno Dicionário de Literatura Brasileira, de José Paulo Paes e Massaud Moisés (1968); Grande Enciclopédia Delta Larousse (1972); Enciclopédia de Literatura Brasileira, de Afrânio Coutinho, (1990), História da Literatura Brasileira, de Luciana Stegagno Picchio (1997), Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras: 1711-2001, por Nelly Novaes Coelho (2002).
Títulos – É detentora de vários títulos e prêmios, dentre os quais: Prêmio Arthur de Salles (Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Bahia, 1969); Prêmio Casimiro de Abreu (Secretaria da Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro, 1972); Medalha Castro Alves (Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de Cordel. Salvador, 1984); Medalha do Mérito Castro Alves (Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Bahia, 1984); Personalidade Cultural (União Brasileira de Escritores – UBE. Rio de Janeiro, 1987); Medalha Maria Quitéria (Câmara dos Vereadores da Cidade do Salvador, 1996); Prêmio Copene de Cultura e Arte (Copene. Salvador, 1996); Troféu Catarina Paraguaçu (MAM e TGM. Salvador, 1997); e Prêmio Alejandro José Cabassa (UBE. Rio de Janeiro, 1998).
Fazem parte da vasto acervo literário de Myram Fraga, dentre outras, as seguintes obras: Marinhas, A ilha, O risco na pele, A cidade e As purificações ou o sinal de Talião.
Fundação – Em nota divulgada na tarde desta segunda-feira, a Fundação Casa de Jorge Amado lamenta a morte de sua diretora executiva.
Myriam Fraga dirigiu a instituição desde sua criação, em julho de 1986. Como diretora da FCJA, promoveu seguidamente cursos, colóquios e conferências sobre literatura, informa o comunicado.
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