Publicado em 28/08/2019 às 08h02.

Procuradora da Lava Jato pede desculpas a Lula por ironizar morte de Dona Marisa

"Errei. E minha consciência me leva a fazer o correto", escreveu Jerusa Viecili em seu Twitter

Redação
Foto: Reprodução/Twitter
Foto: Reprodução/Twitter

 

A procuradora Jerusa Viecili, da Força-Tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, usou as redes sociais para fazer um pedido de desculpas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite desta terça-feira (27).

Ela foi uma das citadas na reportagem do portal UOL, em parceria com o site The Intercept Brasil, que mostrou membros do Ministério Público Federal (MPF) ironizado a morte da esposa de Lula, Marisa Letícia, em 2017, e os pedidos do ex-presidente para ir aos enterros de familiares que morreram neste ano.

“Errei. E minha consciência me leva a fazer o correto: pedir desculpas à pessoa diretamente afetada, o ex-presidente Lula”, postou a procuradora em seu Twitter.

Em uma das conversas obtidas pelo Intercept, de 3 de de fevereiro de 2017, Jerusa escreveu “Querem que eu fique pro enterro?” e colocou um emoji sorrindo logo depois de outro procurador, Julio Noronha, publicar notícia sobre a morte de Marisa.

 Jerusa: “Uma mensagem não autentica todo o conjunto”

Cerca de uma hora e meia após a postagem, a procuradora voltou ao Twitter e disse que “uma mensagem não autentica todo o conjunto” e que “a existência de mensagens verdadeiras não afasta o fato de que as mensagens são fruto de crime e têm sido descontextualizadas ou deturpadas para fazer falsas acusações”. “Os procuradores da Lava Jato nunca negaram que há mensagens verdadeiras, exatamente porque foram efetivamente hackeados. Contudo, não é possível saber exatamente o quanto está correto, porque é impossível recordar de detalhes de 1 milhão de mensagens em 5 anos intensos”, acrescentou.  

A manifestação da procuradora confirma a autenticidade da mensagem revelada em reportagem do UOL. Até então, a posição dos integrantes da Lava Jato, desde as primeiras mensagens divulgadas, tem sido a de questionar a autenticidade dos conteúdos vazados.

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