Publicado em 29/11/2019 às 16h07.

Ex-presidente do Tribunal de Justiça tentou destruir provas, aponta PGR

A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago também teria descumprido a ordem de não manter contato com funcionários

Redação
Foto: Divulgação / TJ-BA
Foto: Divulgação / TJ-BA

 

Presa preventivamente nesta sexta-feira (29), a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), tentou destruir provas e descumpriu a ordem de não manter contato com funcionários, de acordo com a Procuradoria Geral da República (PGR).

Maria do Socorro estava entre os integrantes da Corte afastados de suas funções pela Operação Faroeste, que investiga um esquema de vendas de sentenças relacionadas à grilagem de terras no oeste baiano.

Defensor da desembargadora, o advogado João Daniel negou ao G1 a destruição de provas. “A prisão é extremamente desnecessária, até porque já tinha sido afastada das funções”, declarou.

A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), após pedido da PGR.

O ministro também converteu as prisões temporárias cumpridas na última semana em preventivas — sem prazo para terminar.

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