Samarco pagará R$ 4,4 bilhões para compensar tragédia de Mariana
Dinheiro será usado por uma fundação, formada por especialistas indicados pela mineradora, que desenvolverá 38 projetos voltados para a recuperação dos municípios atingidos

A Samarco, dona da mineradora onde houve rompimento de uma barragem, em Mariana-MG, que causou o maior desastre ambiental da história do país, assinou na tarde desta quarta-feira (2) um acordo para recuperação da Bacia do Rio Doce. Nos próximos três anos, a empresa destinará R$ 4,4 bilhões para compensar os prejuízos sociais, ambientais e econômicos da tragédia.
Fechado com o governo federal e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, estados afetados pelo acidente, o acordo foi assinado também pelas empresas acionistas da Samarco, Vale e BHP, que terão que arcar com os pagamentos, caso a Samarco não honre o acordo.
O dinheiro será usado por uma fundação, formada por especialistas indicados pela mineradora, que desenvolverá 38 projetos voltados para a recuperação ambiental e socioeconômica dos municípios atingidos, indenização e assistência à população. O valor previsto é parcial e, após os três anos iniciais, novos cálculos determinarão o volume de dinheiro que deverá ser empregado até 2018.
Ao todo, o acordo está estimado R$ 20 bilhões, além de mais R$ 4,1 bilhões a serem aplicados em ações compensatórias pelo prazo de 15 anos. Embora a fundação que vai gerir o acordo seja privada, o controle público será feito por meio do comitê interfederativo formado por representantes dos governos federal, estaduais, municipais e do Comitê de Bacia do Rio Doce.
Desastre – No dia 5 de novembro do ano passado, uma barragem de rejeitos da Samarco rompeu-se e derramou 32 milhões de metros cúbicos de lama de rejeitos de mineração no Rio Doce. O episódio causou a morte de 17 pessoas e deixou dois desaparecidos no distrito de Bento Rodrigues; destruiu e prejudicou o abastecimento de água em diversos municípios e continua causando impactos ambientais graves no rio Doce e no oceano atlântico, onde o rio desemboca.
Uma cerimônia no Palácio do Planalto marcou a assinatura do acordo. Além da presidente Dilma Rousseff e do vice-presidente Michel Temer, participaram do evento os governadores de Minas, Fernando Pimentel, e do Espírito Santo, Paulo Hartung, mais os presidentes da Samarco, Roberto Lúcio Nunes de Carvalho, da Vale, Murilo Ferreira, e da BHP, Andrew Mackenzie.
Após a tragédia, a Advocacia-Geral da União e o Ministério Público dos estados atingidos moveram uma ação civil pública contra as empresas pedindo um valor mínimo de R$ 20 bilhões, a serem pagos em dez anos, para reparação dos estragos socioambientais e econômicos. Após ajuizar a ação, o poder público passou a negociar o acordo com as mineradoras com o objetivo de evitar uma lenta disputa judicial.
Mais notícias
-
Brasil13h00 de 23/11/2025
Validade da CNH para idosos muda: veja novos prazos e regras
-
Brasil10h30 de 23/11/2025
Mega-Sena acumula e pode pagar R$ 18 milhões na próxima terça
-
Brasil18h48 de 22/11/2025
Morre mais um policial baleado em megaoperação no Rio de Janeiro
-
Brasil12h33 de 22/11/2025
Com direito a champanhe, ‘Bolsonaro preso’ explode e lidera tendências nas redes
-
Brasil06h58 de 22/11/2025
URGENTE: Bolsonaro é preso em Brasília
-
Brasil19h26 de 21/11/2025
Governo proíbe expressões consideradas racistas; veja lista
-
Brasil18h47 de 21/11/2025
Ministro da Educação revela se Enem 2025 será cancelado; veja pronunciamento
-
Brasil12h25 de 21/11/2025
Prazo para solicitar reaplicação do Enem 2025 termina nesta sexta (21)
-
Brasil21h40 de 20/11/2025
Brasil registra 16 mortes por intoxicação por metanol e total de casos chega a 97
-
Brasil15h10 de 20/11/2025
VÍDEO: Incêndio de grandes proporções atinge pavilhão da COP30









