Condenado por estupro seguirá preso em Salvador
Apesar da enteada retirar a queixa contra Edmilson, oito votos a seis foram responsáveis por manter a pena de dez anos de prisão em regime fechado

Edmilson Gonçalves dos Santos, condenado por estupro, seguirá preso após decisão de desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), dada na manhã desta quarta-feira (2). Oito votos a seis foram responsáveis por manter a pena de dez anos de prisão em regime fechado.
A esposa de Edmilson, Dilma Santana, 37, pedia que a decisão fosse mais uma vez revista e questionou, durante entrevista ao Correio: “A palavra dela só foi válida a primeira vez?”, questionou, associando ao poder que a primeira denúncia feita pela sua filha teve ao acusar o padrasto de estupro quando era adolescente. Lanara de Jesus Nunes, a vítima, há dois anos, voltou atrás na denúncia e disse ter feito isso na época por influência do pai.
Entenda mais – O mecânico Edmilson Gonçalves dos Santos, condenado a dez anos de prisão em regime fechado, sob acusação de estuprar a enteada, recebeu o direito de ir a julgamento na manhã desta quarta-feira (2), no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Em 2009, Lanara de Jesus Nunes, então com 15 anos, acusou Edmilson de tê-la violentado mais de três vezes.
Após completar 18 anos, Lanara foi com a mãe ao Ministério Público, em junho de 2012, para dizer que mentiu e foi influenciada pelo pai biológico. Na época, o depoimento não foi anexado ao processo. “O caso já estava transitado em julgado e não cabia recurso”, explicou o advogado Revardiêre Assunção, que deu entrada no processo de revisão criminal, à reportagem do Correio.
No momento da justificação criminal, em audiência realizada no dia 19 de agosto de 2014, a jovem voltou a afirmar em juízo que não sofreu qualquer abuso. Dessa vez, em frente ao juiz Eduardo Caricchio, reafirmou a inocência do padrasto.
“Quando me acusou, Lanara foi influenciada pela pai, que não queria o meu relacionamento com a mãe dela. Lanara foi atraída pela educação liberal do pai”, explicou à época Edmilson, preso até hoje no Pavilhão 4 da Penitenciária Lemos de Brito (PLB), na Mata Escura.
“Aqui fui espancado algumas vezes, até bicuda na cabeça eu levei. Só não fui abusado sexualmente. O pior é a violência psicológica. Estou tentando ser forte, mas está muito difícil”, disse o interno ao Correio.
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