Publicado em 04/03/2016 às 15h00.

Novo estudo reforça ligação entre o vírus zika e a microcefalia

Cientistas mostram-se alarmados com os indícios de que, quando a doença atinge uma grávida, o bebê pode nascer com microcefalia

Redação
Foto: Reprodução/ Agência Brasil
Foto: Reprodução/ Agência Brasil

 

Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira (4) pelo periódico Cell Stem Cell concluiu que o vírus zika pode infectar células embrionárias que ajudam a formar o cérebro. O estudo reforça a evidência de que o micro-organismo pode causar microcefalia em bebês. O trabalho é assinado por Hengli Tang, da Universidade do Estado da Flórida, e por vários outros investigadores.

O vírus, disseminado pelo mosquito Aedes aegypti, se espalha pela América Latina e pelo Caribe. Cientistas mostram-se alarmados com os indícios de que, quando a doença atinge uma grávida, o bebê pode nascer com microcefalia.

Investigações anteriores concluíram ter encontrado o zika nos cérebros de bebês que morreram. Agora, o novo estudo publicado nesta sexta-feira conclui que, em estudos laboratoriais, o vírus pode prejudicar células específicas, que ajudam a desenvolver o cérebro. Mas especialistas ponderam que ainda não há prova de que o vírus causa o problema da microcefalia em bebês. Fonte: Associated Press.

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