Covid-19: saiba como cuidar da saúde mental durante a quarentena
Especialista aconselha foco no autocuidado no ambiente doméstico e filtro em notícias

Desde que o primeiro caso da Covid-19 foi confirmado na Bahia, os governantes e a população têm procurado formas de se proteger e diminuir o contágio do vírus.
Tão importante quanto as medidas que estão sendo tomadas, como o distanciamento social, lavar as mãos e usar álcool-gel, é manter a mente saudável para lidar com a pandemia sem pânico e sem estresse.
O professor Renan Rocha, coordenador do curso de psicologia da Unifacs, dá algumas dicas para ajudar nesse processo.
1. Veja a sua casa como um local prazeroso e não como uma prisão
Para quem pode ficar em casa, o ideal é pensar estratégias de autocuidado no ambiente doméstico. Fazer do lar um espaço dinâmico e agradável, mas também de lazer.
De acordo com o professor, esse é um período para redescoberta: dos vínculos familiares, das diversões – que não sejam apenas relacionadas à TV –, dos jogos, das
“É ver a casa como espaço de ajustamento criativo. Viver a casa em sua potência, pensando que há muito para se fazer e não que está preso”, explica.
Apesar dos governantes terem orientado a população a ficar em isolamento, muitas pessoas não têm a possibilidade de permanecer em casa, como é o caso de trabalhadoras domésticas, motoristas de aplicativo, autônomos e pessoas em situação de rua.
“Para quem não pode ficar em casa, a dica é acionar os serviços públicos que ofereçam condições de cuidar da sua saúde, como o SUS (Sistema Único de Saúde) ou SUAS (Sistema Único de Assistência Social). Acionar as autoridades, os setores do governo e dispositivos de cuidado para populações mais vulneráveis para obter maiores informações”, comenta Rocha.
2. Procure fontes qualificadas de informação
Para ele, a pandemia da Covid-19 é uma situação sem precedentes para a maior parte da população. É importante entender a sua gravidade, mas também evitar entrar em pânico.
Para isso, deve-se buscar fontes qualificadas de informação, que são notícias divulgadas pelas autoridades sanitárias, pela OMS, pelos centros de pesquisa e pelas universidades.
Além disso, é essencial filtrar as informações que são recebidas, principalmente quando não há nenhuma fonte atrelada a elas.
‘Também é preciso entender que você não precisa ler apenas sobre isso. Precisamos viver outras coisas. O ideal é reservar um momento no dia para se atualizar e depois tentar se concentrar em outros assuntos”, indica.
3. Continue tendo acompanhamento médico
O estado de isolamento pode ser especialmente prejudicial para pessoas com tendência a ansiedade e depressão. Para conseguir enfrentar essa situação, Rocha aconselha que quem que já têm um acompanhamento, continue fazendo seus tratamentos.
“É essencial que as pessoas que fazem uso de medicamento conversem com seus médicos e sigam as orientações”. O mesmo vale para quem é atendido por psicólogo. “Nesse período, o ideal é que o atendimento seja online”.
Rocha indica ainda que se intensifiquem os vínculos, especialmente com família e amigos. “É importante não hesitar em pedir ajuda, em reconhecer quando a situação estiver difícil, quando não estiver se sentindo bem. Buscar dialogar com alguém, conversar”.
4. Tenha uma rede de apoio
Pessoas que moram sozinhas podem se sentir mais afetadas com o isolamento voluntário. Para amenizar essa sensação, é preciso ter apoio da família e dos amigos, assim como da tecnologia.
“Os meios de comunicação vão servir mais do que nunca. Através deles conseguimos construir presença na distância. É imprescindível usar a tecnologia para construir pontes, assim conseguimos vivenciar a situação de forma menos isolada”, acredita.
5. Tente manter o equilíbrio
O professor Renan considera que existem duas posturas muito prejudiciais atualmente. A de pessoas que acreditam em tudo o que leem, chegando até a estocar produtos em suas casas, e a de pessoas que acreditam que há um exagero.
“A melhor forma de conter o pânico é com informação adequada. É preciso assumir ações, mas pensar no outro também. Em pânico a gente não consegue tomar as melhores decisões. Isso é péssimo. Por outro lado, quando achamos que nada está acontecendo, não percebemos que esse tipo de comportamento pode gerar perigo para toda a população e isso pode ter consequências desastrosas”, pontua.
Mais notícias
-
Saúde e Bem Estar16h29 de 21/11/2025
Anvisa proíbe canetas irregulares usadas para emagrecimento; saiba quais
-
Saúde e Bem Estar11h55 de 13/11/2025
Hemoba promove gincana para incentivar doação de sangue entre profissionais de saúde
-
Saúde e Bem Estar13h21 de 11/11/2025
Novembro azul: padrões de masculinidade tóxica adoecem os homens
-
Saúde e Bem Estar15h18 de 08/11/2025
Novembro Azul: Governo inicia ações com atendimentos na capital e no interior
-
Saúde e Bem Estar22h00 de 07/11/2025
Mais de 50% dos casos de câncer de próstata no SUS já chegam em estágio avançado
-
Saúde e Bem Estar11h15 de 06/11/2025
Bahia recebe primeiro centro de referência no tratamento do câncer de pulmão do Brasil
-
Saúde e Bem Estar12h47 de 04/11/2025
Novembro Azul: Estado abre 17 mil vagas para consultas e exames de saúde masculina
-
Saúde e Bem Estar11h57 de 04/11/2025
Bahia reforça combate à dengue durante Semana Nacional de Mobilização
-
Saúde e Bem Estar10h19 de 31/10/2025
Especialista ensina estratégias mentais para Enem leve e produtivo
-
Saúde e Bem Estar10h38 de 29/10/2025
Alimentação integral é aliada na prevenção e no cuidado com o diabetes









