Publicado em 15/04/2020 às 08h14.

Equipe econômica estuda destravar R$ 100 bilhões em crédito para empresas

Pós-coronavírus divide alas de Guedes e militares, que demandam mais Estado no setor

Redação
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

Depois de menosprezar os efeitos do coronavírus, o ministro Paulo Guedes (Economia) poderá autorizar a ampliação do crédito para destravar ao menos R$ 100 bilhões em empréstimos de curto prazo para micro, pequenas e médias empresas. Elas são responsáveis por empregar mais da metade dos trabalhadores com carteira assinada no país.

Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Guedes colocou sua equipe para estudar medidas que possam impedir o país de mergulhar em uma depressão econômica.

Para a ala militar do governo, destaca a publicação, a retomada dependerá de uma ampliação do peso do Estado na economia, inclusive com investimento público, o que destruiria o modelo liberal do ministro e que ajudou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a ser eleito com o apoio do empresariado.

Uma das saídas para evitar esse caminho, segundo pessoas que participam das discussões, será a

Também se avalia uma redução de custos de captação de recursos do FGTS, fundo com recursos do trabalhador usado para lastrear financiamentos imobiliários, para um corte de, no mínimo, um ponto percentual nos juros de contratos pela compra da casa própria.

Seria uma forma de tentar restabelecer a confiança do consumidor e, assim, fazer o motor da economia voltar a girar após meses de isolamento.

Os bancos públicos —Caixa, Banco do Brasil e BNDES— serão o carro-chefe da política.

Pessoas próximas a Guedes confirmam essa intenção e afirmam que, diferentemente dos governos dos ex-presidentes Lula Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff (ambos do PT), não se trata de ampliar o endividamento público para capitalizar os bancos públicos.

Para pequenas e médias empresas, a ideia é que um fundo do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) seja turbinado com recursos do Sistema S, cujas contribuições acabaram de sofrer um corte de 50% via medida provisória.

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