Publicado em 16/04/2020 às 11h14.

Governadores pedem que Senado avalize plano socorro aprovado na Câmara

Em carta ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre, gestores estaduais falam da necessidade de terem mais dinheiro para enfrentar pandemia

Redação
Foto: Agência Brasil
Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado (Foto: Agência Brasil)

 

Governadores enviaram uma carta ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), na qual pedem que a Casa aprove integralmente o projeto da Câmara que cria um plano de socorro aos estados na crise do novo coronavírus. O Ministério da Economia é contra essa proposta. As informações são de reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

Diante da queda de receita na esteira da derrocada econômica, os chefes dos Executivos estaduais e prefeitos pedem ao governo federal mais dinheiro para enfrentar a Covid-19 e para manter a máquina pública funcionando. Alguns gestores dizem que logo ficarão sem recursos para pagar salários.

O pacote articulado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi aprovado nesta segunda-feira (13) por ampla maioria dos deputados —431 votos a 70. E, agora, está em análise no Senado.

Alcolumbre fez, nesta quarta (15), uma manobra para dar protagonismo ao Senado no debate sobre o plano de auxílio aos estados. Por causa da batalha política pela notoriedade durante a pandemia, as duas Casas travam votações de projetos relacionados à crise.

O Senado decidiu anexar o projeto da Câmara a um de autoria do senador Antônio Anastasia (PSD-MG). Assim, caberá aos senadores a palavra final sobre o pacote.

Segundo a Folha, a carta do Fórum Nacional de Governadores, assinada por 25 chefes estaduais, foi entregue a Alcolumbre na noite de quarta-feira (15), após a decisão do Senado que pode retirar a agilidade da votação do pacote de socorro.

“A imediata aprovação do referido projeto [da Câmara] constitui, assim, forma eficiente de evitar uma perturbação generalizada e salvar numerosas vidas. Afinal, a demora na apresentação de soluções concretas é o nosso maior inimigo depois do vírus”, diz a carta. Apenas os governadores de Rondônia e Roraima não assinaram o documento.

De acordo com a reportagem, senadores são pressionados pelos chefes de Executivo estaduais desde o começo da semana.

No MDB, maior bancada do Senado, os governadores Helder Barbalho (PA) e Renan Filho (AL) pedem celeridade aos correligionários.

Líderes governistas já admitem que terão que buscar um meio-termo entre a proposta da Câmara e a do ministro Paulo Guedes (Economia) para evitar conflito com a Câmara e o desgaste político de eventual veto ao projeto, como defende a equipe econômica se o plano de Maia for aprovado.

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