Homem é preso na BA acusado de ataques racistas a Taís Araújo e Maju
Tiago Zanfolin Santos é integrante de uma organização criminosa que, pela Internet, fez vários ataques racistas a atrizes, jornalistas e apresentadoras

Um homem, de 26 anos, foi preso na manhã desta terça-feira (16) na cidade de Brumado, no sudoeste da Bahia, suspeito de integrar uma quadrilha de crimes de informática, injúria racial e invasão de dispositivo. A prisão faz parte da Operação Cyberstalking, deflagrada pela Delegacia de Polícia Civil de Repressão a Crimes de Internet do Rio de Janeiro, com apoio da polícia na Bahia.
Segundo informações do delegado Leonardo Rabelo, coordenador da Coorpin/Brumado, Tiago Zanfolin Santos é integrante de uma organização criminosa que, pela Internet, fez vários ataques racistas a atrizes, jornalistas e apresentadoras, como Taís Araújo, Sharon Menezes, Chris Vianna, Maria Júlia Coutinho (Maju), Xuxa Meneghel e Angélica.
Tiago Zanfolim Santos foi preso em cumprimento a um mandado de prisão temporária. Com ele, foi apreendido um notebook, uma CPU e um celular. O material e o preso foram levados para a Delegacia de Brumado, de onde serão encaminhados para o Rio de Janeiro. A quadrilha que Tiago é suspeito de integrar também pode estar relacionada a crimes de pedofilia. Ele é funcionário de uma loja de venda e manutenção de equipamentos de informática e estava em casa quando foi preso. No momento da prisão, o acusado não esboçou nenhuma reação.

A operação foi deflagrada às 6h em seis estados para o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão, nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Bahia.
Investigações – Na operação, ao todo foram cumpridos quatro mandados de prisão e onze de busca e apreensão. Segundo a investigação, um dos líderes do grupo, suspeito de cometer os ataques racistas, é menor de idade e foi apreendido em Jandira, em São Paulo. Ele foi encaminhado para a Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC).
O objetivo principal do grupo era praticar ataques racistas. O ataque sofrido pela atriz Taís Araújo foi premeditado e articulado pelo grupo. As investigações apontam ainda que eles realizam frequentemente este tipo de ação a perfis na internet, sites e contatos de Whatsapp, sempre com ofensas racistas.
Já a jornalista Maria Júlia Coutinho, a Maju, foi alvo de comentários racistas na página do Jornal Nacional no Facebook, no mês de julho do ano passado.
Com informações do G1
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