Publicado em 26/03/2016 às 14h00.

PT do Rio ameaça retirar apoio de candidato de Eduardo Paes

O presidente do PT fluminense prometeu retaliar o prefeito do Rio caso o PMDB local vote pelo rompimento com Dilma

Redação
Eduardo Paes, Sérgio Cabral e Pezão (ao fundo), não devem  ir ao encontro do PMDB (Foto: José Crus/ Agência Brasil )
Eduardo Paes, Sérgio Cabral e Pezão (ao fundo), não devem ir ao encontro do PMDB (Foto: José Crus/ Agência Brasil )

 

O presidente estadual do PT do Rio de Janeiro, Washington Quaquá, ameaçou retirar apoio ao candidato indicado pelo prefeito Eduardo Paes (PMDB) nas eleições municipais de outubro, caso os peemedebistas fluminenses votem pelo rompimento com o governo na reunião do diretório nacional do partido que acontece na terça-feira (29).

Líderes do diretório estadual do PMDB do Rio anunciaram que a maior parte dos 12 integrantes do estado no diretório nacional votará pela saída do governo. As exceções deverão ser apenas o líder do partido na Câmara Federal, Leonardo Picciani, e o ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera.

O governador Luiz Fernando Pezão, em tratamento médico, o ex-governador Sérgio Cabral e e o prefeito Eduardo Paes não vão à reunião e serão substituídos por suplentes que, apontam representantes do partido, são simpáticos à ruptura da legenda com o governo.

Entre os que votarão a favor do rompimento estão o presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani, pai de Leonardo, o ex-ministro Moreira Franco e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Para o presidente estadual do PMDB do Rio, Jorge Picciani, o rompimento com o governo é reflexo de um sentimento majoritário da sociedade. No seu entendimento, a presidente Dilma não tem condições de enfrentar a crise política e econômica que praticamente paralisou o país.

Mas o rompimento do PMDB com o governo não é o único problema do PT fluminense. O partido enfrenta uma debandada de petistas. A insatisfação é motivada pelo desgaste da imagem da legenda com a Operação Lava-Jato e por questões locais. A bancada petista na Assembleia Legislativa foi reduzida de seis para três deputados.

Já em relação às prefeituras administradas pelo PT, Rodrigo Neves, de Niterói, foi o quarto a deixar o partido desde outubro do ano passado. Também se desfiliaram Carlos Miranda, o Casé, de Paraty; Cláudio Chumbinho, de São Pedro da Aldeia; e Claudio Valente, de Miguel Pereira. (Com informações do Estado de Minas)

 

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