Publicado em 29/03/2016 às 15h00.

PMDB traça plano para salvar Eduardo Cunha da cassação

A manobra busca salvar o mandato do presidente da Câmara, livrando-o da cassação pelo Conselho de Ética, onde enfrenta processo por quebra de decoro parlamentar

Redação
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, pode renunciar ao cargo de presidente da Câmara (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, pode renunciar ao cargo de presidente da Câmara (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

 

De acordo com informações da coluna de Mônica Bérgamo, na edição desta terça-feira (29) da Folha de S.Paulo, se a presidente Dilma Rousseff sofrer o processo de impeachment e o vice-presidente Michel Temer assumir o Palácio do Planalto, o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) deve renunciar ao comando da Casa.

A estratégia para salvar o mandato de Cunha vem sendo traçada pela cúpula do PMDB e busca livrá-lo da cassação pelo Conselho de Ética da Câmara, onde enfrenta processo por quebra de decoro parlamentar.

Conforme a manobra, Cunha renunciaria à presidência da Câmara dos Deputados sob o argumento de que o novo governo precisaria articular nova maioria no parlamento. Seria suspenso pelo Conselho de Ética, mas manteria o cargo, garantindo o foro privilegiado no julgamento do processo de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de contas no exterior que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para que a articulação idealizada pelo partido seja bem-sucedida é necessário, no entanto, que o STF negue o pedido de Rodrigo Junot, procurador-chefe do Ministério Público Federal, de afastamento de Cunha da presidência da Câmara para não atrapalhar as investigações.   (Com informações da Folha e do JB)

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