Publicado em 12/03/2021 às 17h49.

Nordeste tem a segunda maior queda na taxa de transplante de rim

Especialista recomenda manutenção dos transplantes durante crise sanitária, pois diálise amplia riscos de se contrair viroses

Redação
Foto: divulgação Hospital Cardio Pulmonar
Foto: divulgação Hospital Cardio Pulmonar

 

A região Nordeste teve a segunda maior queda na taxa de transplantes de rins em 2020 (43%). Apenas no Norte (80%) a situação está mais grave. Nas duas regiões, a diminuição na doaça é reflexo da crise sanitária da Covid-19. Os dados são da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos.

Na Bahia, segundo informou o hospital Cardio Pulmonar com base nos dados da ABTO, foram realizados 230 transplantes renais em 2020 e o ano foi encerrado com 512 pacientes ativos na lista de espera pelo transplante de rim. A taxa de doadores efetivos de órgãos caiu 12,7% em relação a 2019, ficando em 15,8 pmp (paciente por milhão da população). Num cenário sem pandemia, a expectativa era ultrapassar os 20 pmp.

A nefrologista Carolina Neves, coordenadora do Serviço de Transplante do Hospital Cárdio Pulmonar (HCP), explica que a recomendação da ABTO é manter a captação de órgãos e os transplantes ativos o quanto for possível. “Pacientes em diálise correm maior risco de contrair doenças virais, incluindo a Covid-19, por dividirem unidades com outros pacientes de duas a três vezes por semana”, disse.

Carolina Neves ressalta que a redução dos transplantes renais aumenta o número de pacientes em lista de espera para diálise, o que também eleva o risco caso as vagas não sejam disponibilizadas. “Caso um hospital esteja com limitações para realizar seus transplantes, a sugestão da ABTO é encaminhar os pacientes para a unidade mais próxima”, explica.

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