Publicado em 01/04/2016 às 10h00.

Salvador tem territórios com maior risco de gravidez na adolescência

Dado faz parte do mapa sobre a desigualdade social relativo a crianças e adolescentes, realizado pela Unicef e pela prefeitura de Salvador

Redação
Foto: Pixabay
Foto: Pixabay

 

Há territórios de Salvador onde meninas entre 10 e 19 anos têm cinco vezes mais chances de engravidar do que em outros. A constatação faz parte do mapa sobre a desigualdade social relativos a crianças e adolescentes, com base em levantamento feito em dez territórios da capital baiana, realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em parceria com a Prefeitura de Salvador.

O levantamento não divulgou os dados por bairro, mas fez a compilação das informações coletadas nas dez prefeituras-bairro que, juntas, correspondem à área dos 163 bairros da capital baiana.

Segundo reportagem do jornal A Tarde, as áreas de atuação municipal como saúde, assistência social e educação foram analisadas pelos indicadores para chegar aos dados. Os locais onde as meninas tem mais chances de engravidar concentram 987 bebês dos 4.800 nascidos vivos, enquanto outros territórios somam 209 crianças.

Outro dado do mapeamento foi que 25% dos territórios não registraram índice de mortalidade infantil (morte de bebês antes dos 28 dias de vida). Entretanto, o estudo apontou que 23 bebês em cada mil nascidos não chegaram a completar 28 dias.

Houve territórios que registraram 77 mortes de crianças e adolescentes por causas externas, em cada grupo de 100 mil. Por outro lado, há um grupo de territórios em que não foram computadas mortes por causas externas, a cada grupo de 100 mil.

Dados – O levantamento foi feito com base na compilação dos dados por território, segundo comentou a chefe do escritório do Unicef em Salvador, Helena Oliveira, durante lançamento do mapa, na quinta-feira (31). “O percentual por prefeitura-bairro é o somatório dos bairros, que gera o dado do território e depois da média municipal”, explicou.

A gestora revelou que no mês de junho serão divulgados dados que comparam o desempenho das políticas públicas municipais entre 2013 e 2016. “Com divulgação desses dados, voltamos para as prefeituras-bairro para trabalhar os indicadores com os adolescentes e colocá-los no centro das decisões”, pontuou.

 

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