Três em cada 10 adolescentes baianos avaliavam negativamente a própria saúde mental
O índice baiano estava abaixo do nacional (17,7%) e era o 8º menor entre os estados brasileiros

Dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (10), apontam que em 2019 16,3% dos estudantes de 13 a 17 anos na Bahia avaliavam negativamente a sua própria saúde mental. O percentual estava abaixo do nacional (17,7%) e era o 8º menor entre os estados brasileiros.
O índice representa que três em cada 10 escolares afirmavam se sentir tristes na maioria das vezes ou sempre (29,6%). A proporção também ficava um pouco abaixo da nacional (31,4%) e era a 5ª menor entre as unidades da Federação.
De acordo com o instituto, na Bahia, a tristeza profunda afetava 4 em cada 10 adolescentes do sexo feminino (41,2%), muito mais que o dobro do percentual de homens (16,8%). Não havia diferença marcante no percentual de estudantes que diziam se sentir tristes na rede pública (29,7%) ou privada (29,0%).
O percentual de escolares que se sentiam tristes na maioria das vezes ou sempre era mais alto em Salvador: 34,8% (9º maior entre as capitais). Essa condição afetava quase metade das mulheres (48,7%) e 1 em cada 5 rapazes (20,2%). Estudantes da rede pública na capital relataram uma ocorrência maior do problema (37,0%) do que na rede privada (28,9%).
Num sentimento ainda mais extremo, em 2019, 2 em cada 10 escolares de 13 a 17 anos de idade na Bahia sentiam que a vida não valia a pena ser vivida na maioria das vezes ou sempre (21,1%). O percentual ficava bem próximo ao nacional (21,4%) e era o 10º menor entre os estados.
Mais uma vez, as mulheres informaram muito mais a sensação de que a vida não valia a pena (28,7%) do que os homens (12,7%). O sentimento também era mais frequente entre estudantes da rede pública (21,5%) do que na rede privada (17,9%).
Em Salvador, a ocorrência frequente ou sempre do sentimento de que a vida não valia a pena ser vivida foi informada por quase 1 em cada 4 estudantes de 13 a 17 anos (24,2%). Era o 8º percentual entre as capitais.
O problema também afetava muito mais as mulheres (32,5%) do que os homens (15,5%) e era mais frequente entre escolares da rede pública (26,6%) do que na rede privada (17,8%).
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