Maior taxa de desemprego é registrada em Salvador
Segundo IBGE, país tem nove milhões na fila do desemprego
Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre desemprego no Brasil, divulgada nesta terça-feira (24), mostra que a Bahia apresentou a maior taxa de desocupação (12,8%) e que Salvador, entre as capitais pesquisadas, lidera o ranking, com 16,1%. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), de âmbito nacional, aponta que no terceiro trimestre de 2015, a taxa de desocupação para o Brasil (8,9%) apresentou alta tanto em relação ao segundo trimestre de 2015 (8,3%) quanto frente ao terceiro trimestre de 2014 (6,8%).
Foi a maior taxa da série iniciada em 2012. Em relação ao mesmo trimestre de 2014, a taxa subiu em todas as Regiões: Norte (de 6,9% para 8,8%), Nordeste (de 8,6% para 10,8%), Sudeste (de 6,9% para 9,0%), Sul (de 4,2% para 6,0%) e Centro-Oeste (de 5,4% para 7,5%).
De acordo com os dados do IBGE, mais de 35 milhões de pessoas tinham carteira de trabalho assinada no setor privado, no Brasil. Esse contingente recuou no trimestre (-1,4%) e no ano (-3,4%).
Entre as capitais do país, Salvador obteve a maior taxa de desemprego no terceiro trimestre, enquanto o Rio de Janeiro registrou e a menor, de 5,1%.
O Brasil contava com 9 milhões de pessoas na fila do desemprego no terceiro trimestre do ano. O montante representa um salto de 33,9% no total de desocupados em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o equivalente a 2,274 milhões de pessoas a mais em busca de uma vaga.
Em relação ao segundo trimestre, o número de desempregados subiu 7,5%, 625 mil indivíduos a mais buscando trabalho.
Ao mesmo tempo, houve um corte no número de vagas. A população ocupada recuou 0,1% na passagem do segundo para o terceiro trimestre, 121 mil dispensados. Na comparação com o terceiro trimestre de 2014, a queda foi de 0,2%, 179 mil postos fechados
Renda – São Paulo, a maior capital brasileira apresentou uma taxa de desocupação de 8,1% no terceiro trimestre de 2015, resultado superior ao registrado no segundo trimestre, de 7,0%, de acordo com dados da Pnad Contínua. Em igual período do ano passado, São Paulo também registrou uma taxa de desemprego menor, de 6,7%.
O IBGE divulgou pela primeira vez os dados para a taxa de desemprego e renda média do trabalhador para todos os municípios das capitais brasileiras, apurados pela Pnad Contínua. A renda média real do trabalhador no município de São Paulo foi de R$ 3.151 no terceiro trimestre, resultado menor do que o registrado no segundo trimestre do ano (R$ 3.260). No terceiro trimestre de 2014, a renda média real do trabalhador em São Paulo era de R$ 3.300.
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