Publicado em 03/04/2023 às 11h55.

Executivo da José Silveira aponta escassez de profissionais para atender autismo

Em conversa com o bahia.ba, Carlos Dumet destacou que há médicos, mas faltam terapeutas e psicólogos para fazer o acompanhamento

Adriano Villela
Foto: Adriano Villela/bahia.ba

 

O superintendente da Fundação José Silveira, Carlos Dumet, afirmou nesta segunda-feira (3), em conversa com o bahia.ba, que há uma escassez de profissionais e serviços para o acompanhamento de pacientes com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), que teve o seu dia mundial de sensibilização no domingo (2). O executivo explicou que a decisão do Supremo Tribunal Federal de ampliar os serviços obrigatórios que os planos de saúde necessitam cobrir ampliou o diagnóstico de autismo.

“Uma vez identificado a gente não conta com muitos profissionais para fazer o acompanhamento. Médico existem, mas não o terapeuta e às vezes não se tem o psicólogo também”, explanou Dumet. O problema existe tanto na rede SUS como na saúde suplementar. Na terapia ocupacional, onde há escassez em toda a área, com os portadores de TEA o problema cresce pelo aumento da demanda e também porque este atendimento exige treinamento específico.

Carlos Dumet acrescenta que a desinformação continua sendo problema para quem é diagnosticado com TEA. “O espectro autista tem várias nuances e vários graus de identificação. Muitas pessoas que têm, mas o transtorno não é identificado ainda porque não implica nenhum pouco na impossibilidade de trabalho ou relacionamento. Em outros pacientes o grau é mais severo. O mais severo é mais perceptível e mais identificado”.

A José Silveira atende autistas através do IBR. A fundação realizou ano passado, no geral, um milhão de atendimentos, entre SUS, ações gratuitas e plano de saúde. Para este ano, explica o superintendente, a ideia é consolidar a atuação na capital (onde gere o Hospital Santo Amaro, laboratório e cuida da UPA Barris (municipal) e ampliar algumas ações no interior, com unidade em Itapetinga e Jequié e na gestão do Hospital de Itaparica,

“”A gente está ampliando as ações em Jequié, consolidando a unidade de oftalmologia e a unidade de reabilitação, com treinamento para a paralimpíada. Em Jequié a gente tem uma piscina semi-olímpica aquecida, para reabilitação que hoje já estão participando de concursos e são medalhistas no Brasil inteiro. Estamos treinando, quem sabe para as próximas paralimpíadas, em Paris (2024)”.

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