Publicado em 08/06/2016 às 19h05.

Tia Eron tem ‘liberdade’ para votar, diz Marinho

Deputado baiano afirmou que PRB não influenciará voto de Tia Eron no processo de Eduardo Cunha nem poderá ser responsabilizado por posição

Rodrigo Aguiar
Foto: Divulgação

 

Após passar horas nesta terça-feira (7) com a deputada Tia Eron, junto com a cúpula do PRB, o seu colega de Câmara Márcio Marinho afirmou nesta quarta-feira (8) que o partido não vai influenciar o voto da parlamentar no processo de cassação do presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), no Conselho de Ética.

“Nem sempre o que você vê é o que acontece. Eu estava com o senador Eduardo Lopes [que assumiu a presidência do PRB, no lugar de Marcos Pereira, atual ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio]. Estávamos combinando as nossas agendas pelo país. Na hora que a Tia Eron saiu da sala, a televisão pegou a minha imagem, mas não teve nenhuma discussão sobre o voto”, disse Marinho ao bahia.ba.

O deputado foi procurado nesta terça pela reportagem, assim como Tia Eron, mas não atendeu às ligações nem respondeu mensagens. O paradeiro de Tia Eron foi desconhecido por muito tempo nesta terça, quando o Conselho de Ética debatia o caso de Cunha.

A sessão terminou sem a votação do parecer do relator Marcos Rogério, pela cassação do peemedebista. A continuidade dos trabalhos está prevista para a próxima terça-feira (14).

Em discurso afinado com outros integrantes do PRB, a exemplo do deputado Celso Russomanno (SP), Marinho afirmou que Tia Eron terá “liberdade” para decidir o seu posicionamento e que, independentemente do seu voto, a sigla não poderá ser responsabilizada.

“O partido respeita o mandato do deputado. Você pode ser responsável pelas ações do seu pai? Mas você não deixa de ser filho. A decisão, seja ela qual for, não pode ser imputada ao partido”, comparou o parlamentar baiano.

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