Empresariado baiano reduz nível de pessimismo
Pesquisa da SEI aponta ligeira melhoria nos índices de confiança na economia, mas ainda não é possível falar em otimismo

Depois de se manter pessimista em relação à economia nos últimos meses, o empresariado baiano registrou em novembro ligeira elevação no nível de otimismo. É o que revela a mais recente edição da Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano, levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Apesar da melhoria nos índices, não é possível ainda falar em recuperação da confiança ou inversão da trajetória declinante dos últimos meses, avaliam técnicos do órgão.
Mesmo com a melhora, a expectativa geral do empresariado baiano continua na zona de pessimismo, segundo os parâmetros de avaliação adotados no levantamento. A agropecuária, com – 300 pontos, demonstrou, pela segunda vez seguida, recuperação da confiança e, assim, manteve-se o menos pessimista dos segmentos.
Já a indústria, depois de três meses de avanço, apontou aumento no nível de pessimismo, com -417 pontos, único setor a reduzir a confiança no mês. Mesmo com o resultado, o item “serviços” não deixou de ser a área mais pessimista, com -497 pontos em novembro. O comércio não registrou qualquer variação do nível de confiança este mês, manteve a mesma pontuação do mês passado: -481 pontos e assumiu a sua segunda menor marca no intervalo de janeiro a outubro.
Variáveis – O indicador de confiança, para as variáveis econômicas, registrou, em novembro, o terceiro menor valor desde janeiro deste ano. Com -541 pontos, acréscimo de 29 pontos em relação ao mês anterior (-570 pontos), as expectativas quanto ao cenário econômico, apesar da melhora, continuaram na zona de grande pessimismo. A evolução da percepção, no recorte, ocorreu em três dos quatro setores investigados: agropecuária, serviços e comércio.
O indicador para desempenho das empresas marcou -420 pontos em novembro, elevação de 17 pontos, frente ao registro do mês anterior (-437 pontos), e permaneceu, portanto, na faixa de pessimismo. A evolução da confiança de um mês a outro ocorreu em apenas um dos segmentos analisados: o setor de serviços.
Em novembro, mais uma vez, todas as variáveis obtiveram avaliações negativas. Os PIBs nacional e estadual foram as variáveis com as piores expectativas do empresariado baiano. Em contrapartida, apesar de negativos, câmbio e juros foram as que apresentam indicadores de confiança menos pessimistas.
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