Cesta básica em Salvador tem nova elevação em julho
Leite, feijão e manteiga são os maiores responsáveis pela alta; quem ganha SM compromete 46,94% de seu rendimento com alimentos

A cesta básica registrou novo aumento de preço em Salvador, ficando 3,90% mais cara em julho, depois de também registrar aumento em junho. A cesta passou a custar R$ 380,03 contra os R$ 365,77 registrados no mês anterior. Em julho, a cesta de Salvador foi a 5ª mais barata, dentre as 27 capitais pesquisadas. No ano, acumulando os meses de janeiro a junho, a variação da cesta foi de 20,94%. Os dados são da pesquisa mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgados nesta quinta-feira (4).
O leite (16,53%), o feijão (12,63%) e a manteiga (10,63%) foram os produtos que apresentaram as maiores altas de preço no mês de julho em Salvador. Apenas o tomate (-1,37%) e a farinha de mandioca (-0,73%) registraram redução de preço.
Com a elevação no custo da cesta básica em Salvador, o poder de compra do trabalhador soteropolitano que ganha um salário mínimo foi reduzido novamente. Este trabalhador comprometeu 46,94% de seu rendimento líquido com a cesta básica em julho, percentual maior que o comprometido em junho (45,18%). Este mesmo trabalhador necessitou cumprir, em julho, jornada de 95 horas e 01 minuto, tempo maior que as 91 horas e 26 minutos trabalhadas em junho.
No Brasil – O custo do conjunto de alimentos básicos aumentou em 22 das 27 capitais do Brasil em julho, conforme a pesquisa. As maiores altas ocorreram em Boa Vista (8,02%), João Pessoa (5,79%), Manaus (5,27%) e Maceió (4,50%). As retrações aconteceram em Florianópolis (-4,35%), Belo Horizonte (-0,64%), Belém (-0,60%), Porto Velho (-0,56%) e Brasília (-0,23%). Entre janeiro e julho de 2016, todas as cidades acumularam alta.
Com base na cesta mais cara, que em julho foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em julho de 2016, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.992,75, ou 4,54 vezes o mínimo de R$ 880,00. Em junho, o mínimo necessário correspondeu a R$ 3.940,24, ou 4,48 vezes o piso vigente.
Mais notícias
-
Economia14h55 de 21/11/2025
Correios aprovam plano de reestruturação para equilibrar contas
-
Economia20h40 de 19/11/2025
Dólar encosta em R$ 5,34 após divulgação de ata do Fed
-
Economia18h53 de 19/11/2025
Fim do Banco Master: saiba como reaver o dinheiro de investimentos após liquidação do BC
-
Economia11h06 de 19/11/2025
Dólar opera em alta, com ata do Fed e dados de emprego no Brasil em foco
-
Economia21h00 de 18/11/2025
Economia brasileira cresce apenas 0,1% no 3º trimestre de 2025
-
Economia15h05 de 18/11/2025
Saiba como evitar golpes e garantir compras seguras na Black Friday
-
Economia10h43 de 18/11/2025
Dólar opera em alta após operação da PF e prisão do dono do Banco Master
-
Economia18h44 de 17/11/2025
PIS/Pasep muda em 2026 e abono deve alcançar menos trabalhadores; entenda
-
Economia11h50 de 17/11/2025
Atividade econômica do Brasil cai 0,2% em setembro, diz BC
-
Economia11h02 de 17/11/2025
Boletim Focus reduz projeção da inflação ao ano para 4,46%, abaixo do teto da meta









