Publicado em 02/03/2025 às 00h12.

Ministério Público, prefeitura e Planeta Band atuam juntos em defesa da mulher

Na noite deste sábado (1), representantes das entidades se reuniram no camarote localizado em Ondina para celebrar o sucesso das ações desenvolvidas neste Carnaval

Redação
Foto: Planeta Band/assessoria

 

Com espaço de acolhimento, com a presença de psicólogo, assistente social e assessoria jurídica, o Camarote Planeta Band atua em parceria com o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e a prefeitura de Salvador, em defesa da mulher e de populações vulneráveis. Na noite deste sábado (1), representantes das entidades se reuniram no camarote localizado em Ondina para celebrar o sucesso das ações desenvolvidas neste Carnaval.

De acordo com a promotora de Justiça, Sara Gama, a expectativa é que os dados de importunação sexual sejam zerados este ano durante a folia baiana. Ainda segundo a coordenadora do Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero e em Defesa das Mulheres (NEVID), há alguns anos foi identificada a necessidade de fazer ações que prevenissem os crimes sexuais contra mulheres, especialmente, período do Carnaval, quando estes episódios eram comuns. “São momentos em que as pessoas se sentem mais livres e acabam cometendo exageros, crimes, inclusive. Então, nós iniciamos uma série de diálogos durante o ano inteiro para que, no Carnaval, essa mudança de comportamento fosse refletida, justamente na diminuição do número de ocorrências”, explicou.

Constatando a redução gradual no número de casos registrados, Gama destacou que a cidade está cada vez mais tranquila e mais respeitosa com as mulheres. “Hoje a gente tem uma expectativa ainda melhor do que a que tivemos no ano passado. Em 2024, com a proibição das arminhas e outras ações, acabamos tendo pouquíssimos registros de ocorrência de importunação. Então, esse ano, eu realmente espero que nós não tenhamos nenhuma ocorrência relacionada à violência sexual contra uma mulher”, afirmou.

A promotora ainda celebrou a parceria com os camarotes. “Foi uma das grandes novidades desse ano, justamente, os camarotes abraçarem a ideia do combate à violência. Trouxeram para nós salas de acolhimento, que não é somente para as mulheres, mas para toda a população vulnerável. Isso traz a perspectiva de que a sociedade começou efetivamente a despertar para isso. A responsabilidade sobre a violência não é somente do poder público, todos nós somos responsáveis”, reforçou.

Tatiana Rossini, assessora de compliance do camarote, explicou que a sala de acolhimento está aberta diariamente durante o Carnaval, no horário de funcionamento do Planeta Band, para atender não apenas clientes, mas toda a população que estiver dentro do camarote, no período da festa, para demandas voltadas ao combate ao assédio, discriminação racial e intolerância religiosa.

Fernanda Cerqueira, diretora de políticas para as mulheres da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ) do município, comentou sobre a importância da sala de acolhimento no Camarote Planeta Band. “Essa parceria do poder público e iniciativa privada é muito importante. Aqui nós temos um espaço seguro. Quero agradecer toda a parceria do Planeta Band, que fez com que as psicólogas e assistentes sociais participassem da capacitação promovida pela Prefeitura Municipal de Salvador, para que o espaço seguro tenha uma conexão ainda mais forte com as nossas unidades, que é a Casa da Mulher Brasileira, a Unidade de Proteção à Mulher, que fica na Sabino Silva, e também a Unidade do Campo Grande”, indicou.

Conforme Cerqueira, Salvador tem a política pública do “Alerta Salvador”, que trabalha 365 dias pelo fim da violência contra a mulher. No Carnaval, as ações da prefeitura são intensificadas e a população conta com um número de WhatsApp, o 71 98791-3420, canal para informações relativas à proteção da mulher e denúncia

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