Disfunções da tireoide: até 20% das mulheres podem ter hipotireoidismo
No coração, faz aumentar a frequência cardíaca, no intestino pode levar a diarreia (peristaltismo) quando tem excesso do hormônio

Você sabia que a tireoide, embora seja um pequeno órgão, pode impactar, e muito, a qualidade de vida? A glândula produz os hormônios tireoidianos que agem em todas as células do organismo, levando a um aumento do metabolismo. No coração, faz aumentar a frequência cardíaca, no intestino pode levar a diarreia (peristaltismo) quando tem excesso do hormônio.
A endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato conta que o distúrbio mais comum da tireoide é o hipotireoidismo. “Algumas casuísticas em mulheres adultas indicam que até 20% delas podem ter hipotireoidismo, ou seja, uma quantidade considerável de pessoas”, comenta a especialista, que elenca ainda os nódulos tireoidianos, que são comuns, e o hipertireoidismo, menos comum, mas não raro. “O câncer de tireoide está presente em 1 a 2% dos cânceres malignos. Geralmente, acomete mulheres, assim como as outras disfunções da tireoide”, explica a médica.
Sintomas
Os sintomas dependem de qual disfunção está presente. “Se é o hipotireoidismo, os sintomas serão de lentificação, desaceleração. Coração bate mais devagar, edema nos membros inferiores, intestino preso e excesso de menstruação nas mulheres podem ser alguns dos sintomas do hipotireoidismo. Já o hipertireoidismo torna tudo acelerado, como o aumento da frequência cardíaca, insônia, intestino acelerado, tremores e emagrecimento”, explica Dra. Lorena Amato.
Os exames para detectar a disfunção da tireoide são a dosagem dos hormônios TSH e o T4 livre, principalmente. Segundo a endocrinologista uma dosagem inicial é suficiente para informar se há alguma disfunção ou não.
A saúde mental também pode ser impactada pelos distúrbios da tireoide. “São diagnósticos diferenciais. O hipotireoidismo, por exemplo, pode se manifestar com sintomas de depressão. Já o hipertireoidismo com sintomas de ansiedade”, explica Dra. Lorena.
Alimentação x tireoide
Quando deficiente em iodo, a alimentação pode levar ao hipotireoidismo, o contrário pode ser responsável pelo hipertireoidismo. “O nosso sal é iodado há alguns anos, o que faz da deficiência de iodo uma situação bem incomum, não encontramos na prática clínica do dia a dia”, comenta Dra. Lorena.
A médica explica que nas demais alterações da tireoide nenhuma alteração alimentar em dieta balanceada vai ser significativa para causar a disfunção da glândula. “Tem relatos de que se a pessoa consumir um quilo de brócolis por dia, ela poderia ter alguma disfunção tireoidiana, mas são consumos bem exagerados, que não é o que se vê no dia a dia”, finaliza a endocrinologista.
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