Publicado em 08/12/2015 às 18h52.

Aleluia admite reação contra Solla: ‘Eu empurrei ele’

Confusão marcou a sessão desta terça (8) na Câmara de Deputados, em Brasília. Jorge Solla, do PT, disse que Aleluia 'partiu para cima'

Hieros Vasconcelos
Foto: Gustavo Lima/ Câmara dos Deputados
Foto: Gustavo Lima/ Câmara dos Deputados

A confusão ocorrida na tarde desta terça-feira (8) durante sessão para votação das chapas da comissão de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), na Câmara Federal, resultou até mesmo em agressão.  O deputado Jorge Solla (PT) disse ao bahia.ba ter sido agredido pelo colega de Casa, José Carlos Aleluia (DEM), que, por sua vez, admitiu ter reagido ao adversário.

“Alguns deputados do PT e seus aliados queriam impedir a votação quebrando urna. E eu reagi. Se não tivesse reagido eles tinham quebrado todas as urnas e não teriam votação. Eu empurrei ele (Solla). Ele estava impedindo os outros de votação. Nunca vi isso na minha vida”, confessou o democrata ao bahia.ba.

Segundo Aleluia, o clima foi de muita tensão no plenário. “Aqui não é lugar para se impedir votação. Mas tive a convicção de que o governo começou a acabar hoje. O governo perdeu a votação mais importante. Montamos uma chapa independente. Foi um dia de vitória para o Brasil, que se aproxima da esperança de ter um novo tempo sem Dilma e sem o PT. Por isso o desespero do Solla e seus amigos”, provocou Aleluia.

Já o petista relatou ter sido agredido pelo democrata no momento em que o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), abriu a votação e os governistas entraram com recurso contra a medida.

“Aleluia partiu para cima agredindo todo mundo. Eduardo Cunha abriu a votação, entramos com recurso, ele não apreciou o recurso, desligou os microfones e queria forçar a barra para entrar em votação. Começou a criar esse tumulto. E o Aleluia, da época da ditadura, que não está acostumado com a democracia, resolveu partir para a força física”, apontou Solla.

Segundo o parlamentar, uma reunião com a sua equipe ocorrerá nesta quarta (9) para analisar as medidas que serão tomadas por causa da agressão. “Me reunirei com minha equipe e iremos adotar todas as medidas cabíveis”, prometeu.

Para Solla, tem ocorrido “um golpe atrás do outro” na Câmara. “Não existe chapa alternativa,  chapa de defensor do impeachment e chapa dos contrários. A legislação é muito clara. A comissão tem que ser formada com representação de todos os partidos. Eduardo Cunha junto com a oposição tem uma maioria. Ele tem uma bancada de deputados eleitos com dinheiro da propina da corrupção que ele comandou no país”, acusou.

Apesar da aprovação da chapa, os governistas, ainda acreditam que Dilma sairá vitoriosa no processo de impeachment. No entendimento de Solla, a oposição tem aprofundado a crise política para tentar elevá-la ao máximo para aumentar o colapso econômico para legitimar a destituição da presidente Dilma.

“Eles não vão ter maioria. A votação de hoje foi bem cristalina. Eles bateram no teto da votação dele. Bateram no máximo que eles podem conseguir.  E já viram que não terão quorum para aprovar impeachment. Mas isso é um estrago para democracia”, opinou.

 

Veja o vídeo da confusão:

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