Publicado em 08/12/2015 às 21h50.

‘Cunha e a oposição iniciam golpe à democracia’, diz Valmir Assunção

Segundo o parlamentar petista, Cunha tem usado o cargo de presidente da Câmara diuturnamente para defender suas causas particulares

Redação

A votação que elegeu membros da comissão especial que vai debater o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT) teve seus ânimos acirrados, nesta terça-feira (8).

De acordo com o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA), o “clima de golpe” mobilizou toda a Câmara e estarreceu quem estava acompanhando a sessão no plenário da Casa.

“Em todo esse tempo de vida pública é a primeira vez que presencio um golpe tão escancarado à democracia, à Constituição Federal, aos regramentos estabelecidos pela Câmara dos Deputados. Mas também não é a primeira vez que Eduardo Cunha [PMDB-RJ] revela o seu lado golpista”, dispara Assunção.

Segundo o parlamentar petista, Cunha tem usado o cargo de presidente da Câmara diuturnamente para defender suas causas particulares, principalmente agora diante de denúncias comprovadas de crimes de corrupção.

“Agora, após determinar a abertura de um processo de impeachment movido pelo ódio e por vingança, ele manobra as regras para instituir a comissão que analisará o processo. Os líderes partidários, que possuem a prerrogativa de indicação dos membros de comissões especiais na Câmara, foram destituídos de sua tarefa por Cunha. Ele impôs a votação por chapas avulsas, o que não é previsto por nenhum regramento do Congresso Nacional”.

Valmir também aponta para a postura autoritária do presidente da Câmara ao cortar microfones de deputados que estavam rebatendo e expondo as manobras feitas por ele. “Cortou o áudio da TV Câmara, negando à sociedade brasileira a transparência necessária ao Legislativo. Eduardo Cunha impôs uma votação secreta, o que também não está em nenhum regramento estabelecido”, salienta o deputado baiano.

A chapa controlada por Cunha venceu a votação com 272 votos. “Um mandado de segurança foi impetrado no Supremo Tribunal Federal e espero que os ministros tenham bom senso em barrar essa insanidade do presidente da Câmara dos Deputados”, informa Assunção.

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