Publicado em 25/10/2016 às 18h00.

Torcedores que brigaram no Maracanã têm prisão preventiva decretada

Prisão em flagrante foi convertida em preventiva depois de quase três horas de audiência de custódia, realizada nesta terça-feira, no Fórum Central do TJ-RJ

Agência Brasil
Juiza de custódia Marcela Caram (foto: Extra Online)
Juiza Marcela Caran: ‘Pelo nível de violência contra os policiaisl, havia necessidade de manutenção da prisão’ (Foto: Extra Online)

 

A coordenadora da Central de Audiência de Custódia do Tribunal de Justiça do Rio, juíza Marcela Caran, decretou nesta terça-feira (25) a prisão preventiva de 30 torcedores do Corinthians detidos em flagrante no domingo (23) por tumulto após partida contra o Flamengo, no Estádio do Maracanã. Eles tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva depois de quase três horas de audiência de custódia, realizada nesta terça-feira, no Fórum Central do Tribunal de Justiça do Rio.

Segundo a juíza, a decisão se baseou nas imagens do flagrante e se justifica pela violência empregada contra os policiais. O processo será distribuído para o Juizado do Torcedor, que vai decidir se mantém ou revoga a medida.

A juíza disse que a audiência de custódia, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é uma audiência para soltar pessoas indiscriminadamente. “Ela é para soltar quem deve ser solto e prender quem deve continuar preso.“

“E, eu entendi que, nesse caso, pelo nível de violência empregado contra os policiais e resistência ao poder estatal, havia necessidade de manutenção da prisão e conversão em preventiva dos custodiados”, explicou.

 

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Torcedores retidos após o tumulto (Reprodução / Site Lance.com)

 

Os integrantes do grupo foram enquadrados por crimes de lesão corporal, dano qualificado, tumulto em locais de jogos, resistência qualificada e associação criminosa. O 31º torcedor envolvido, por ser menor de idade, foi encaminhado à Vara da Infância e Juventude.

Um dos advogados de defesa Rafael Faria disse que vai entrar com pedido de habeas corpus no Plantão Judiciário. Ele considerou que a decisão não obedeceu os princípios e as garantias do processo penal. Ainda segundo ele, o Judiciário errou ao não individualizar a conduta de cada torcedor.

“Face a esse absurdo a defesa entrará com um habeas corpus para tentar a liberdade não só do meu cliente, mas de todos os torcedores do Corinthians porque nem todos estavam ligados à torcida”, avaliou Faria.

Durante a audiência, os torcedores relataram agressões por parte dos policiais militares. Alguns choraram após a decisão da juíza. Eles foram encaminhados para o Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste, onde ficarão em área isolada, à disposição da Justiça.

Ainda de acordo com a juíza Marcela Caran, todos os 30 corintianos foram reconhecidos e identificados nominalmente pelas testemunhas e vítimas.

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