Publicado em 01/12/2016 às 14h20.

Funcionária de agência boliviana questionou plano de voo da LaMia

Celia Castedo Monasterio chamou a atenção para a ausência de um plano alternativo e alertou que a quantidade de combustível era insuficiente em caso de emergência

Redação
Foto: Rerodução/ Twitter/ Cruz Vermelha da Colômbia
Foto: Reprodução/ Twitter/ Cruz Vermelha da Colômbia

 

Uma funcionária da Anasa – agência de aviação boliviana – questionou o plano de voo do avião da LaMia, que caiu com a delegação da Chapecoense na madrugada da última terça-feira (29).

De acordo com documentos obtidos pelo Jornal Hoje, da TV Globo, Celia Castedo Monasterio chamou a atenção para a ausência de um plano alternativo e alertou que a quantidade de combustível era insuficiente em caso de emergência.

A funcionária da Anasa apontou a um despachante da companhia que a duração do voo entre Santa Cruz de la Sierra e Medellín era equivalente à autonomia de combustível da aeronave.

O funcionário da LaMia respondeu: “Não, senhora Celia, essa autonomia me passaram, é suficiente. Assim, não apresento mais nada. Vamos fazer em menos tempo, não se preocupe. É assim, fique tranquila, está bem”.

Celia, que foi afastada de suas funções nesta quinta-feira (1º), não tinha autoridade para impedir o voo. A tarefa cabia ao Departamento de Aviação Civil da Colômbia. A Aeronáutica Civil Colombiana informou nesta quarta-feira (30) que o avião caiu devido a uma “pane seca”, quando a falta de combustível faz parar os sistemas elétricos da aeronave.

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