Publicado em 24/01/2017 às 21h00.

Panamá abre investigação contra 17 pessoas por escândalo da Odebrecht

Promotores panamenhos apresentaram acusações de lavagem de dinheiro em uma investigação sobre pagamentos de subornos por parte da Odebrecht no país

Fernando Valverde
Foto: Zeh Campos
Foto: Zeh Campos

 

Promotores panamenhos apresentaram acusações de lavagem de dinheiro contra 17 pessoas em uma investigação relacionada a pagamentos de subornos por parte da Odebrecht naquele país. A procuradora-geral Kenia Porcell informou hoje que os acusados também foram chamados a pagar inquéritos.

O movimento vem na sequência de investigações iniciadas em março de 2016, depois que a Suíça solicitou ao Panamá assistência judicial para investigações conduzidas no país sobre contas bancárias vinculadas à Odebrecht.  Porcell afirmou que entre os acusados estão oito empresários panamenhos e cinco estrangeiros, três funcionários e um oficial da banca privada, cujos nomes não foram revelados.

As autoridades estão tocando duas investigações separadas com o Brasil e com os Estados Unidos. O Departamento de Justiça norte-americano informou há semanas que a construtora aceitou pagar subornos multimilionários em vários países da América Latina e da África.

De acordo com essas informações, a Odebrecht – que se tornou a maior contratante do Estado panamenho com obras de mais de US$ 9 milhões nos últimos 12 anos – pagou mais de US$ 59 milhões em subornos no Panamá entre 2010 e 2014 durante o governo do presidente Ricardo Martinelli.

O governo do presidente Juan Carlos Varela, que assinou contratos com a Odebrecht por mais de US$ 2 milhões, anunciou recentemente que buscaria frear a participação da construtora em futuras licitações. A Odebrecht se comprometeu a pagar US$ 59 milhões ao Panamá como consequência do escândalo

Temas: Panamá , Odebrecht

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