Jovens com transtorno psicológico expõem peças de arte

Uma mostra em cartaz no Instituto Tomie Ohtake, na zona oeste da capital paulista, expõe trabalhos feitos por um grupo de 40 adolescentes com transtornos psicológicos. As peças em madeira, esculpidas manualmente, têm temáticas voltadas a objetos presentes no cotidiano deles, como casinhas, mesinhas, bonecos e carrinhos de rolimã.
De acordo com o psiquiatra William Luiz Aoqui, coordenador do Centro de Atenção Psicossocial (CAPSi) Vila Maria, a inclusão desses jovens no ambiente das artes proporcionou um salto de qualidade no tratamento. “A gente tinha adolescente que ficava na rua e usuários de substâncias que, depois que vieram para cá, conseguiram aderir melhor ao tratamento. Porque tem aquela questão do estigma, de ir ao Capsi, o adolescente tem um pouco de receio. Só de a gente trabalhar num ambiente fora, já traz outra perspectiva”, disse William.
Os principais transtornos apresentados por esses adolescentes, segundo Aoqui, são autismo, depressão, déficit de atenção, hiperatividade, esquizofrenia, transtornos psicóticos, uso de drogas, além de sequelas por serem vítimas de violência, abusos e negligência.
“Muitas vezes, eles estão incapacitados de ter o desenvolvimento pleno, muitas vezes não conseguem ir para a escola, ser alfabetizadas, não conseguem brincar, sair de casa, desenvolver autonomia”, explica o médico. Ele ressalta que o principal obstáculo ao tratamento desses jovens ainda é o preconceito e a negação da condição.
Luís Soares, coordenador do Projeto Marcenaria do Tomie Ohtake, desenvolvido em parceria com a prefeitura de São Paulo, diz que os adolescentes têm idade entre 11 e 15 anos. Alguns dos jovens artistas fazem tratamento em dois centro de Atenção Psicossocial (CAPSi), dos bairros Vila Maria e Lapa. Outra parte do grupo cumpriu medida socioeducativa na Fundação Casa ou mora em abrigos da prefeitura.
“Esse curso é feito por meio de leis de incentivo, mas o instituto arca com os custos de transporte, lanches e materiais”, disse Luis. As aulas ocorrem semanalmente em oficina dentro do próprio Tomie Ohtake, em Pinheiros.
Alcino Bastos, engenheiro aposentado, visitou a exposição esta semana e aprovou a iniciativa. “Vi essa parte de marcenaria, achei legal, são trabalhos simples, mas muito interessantes. Gostei de ver, ainda mais sabendo que são pessoas com problemas mentais”, afirmou.
A mostra começou no dia no último dia 16 e pode ser visitada até 10 de janeiro. O instituto Tomie Ohtake está localizado na Rua Coropés, número 88. Funciona de terça a domingo, das 11h às 20h, com entrada permitida até as 19h. Os ingressos custam R$ 10. Crianças com até 10 anos e portadores de necessidades especiais têm entrada gratuita. Às terças-feiras, a entrada é gratuita mediante a retirada de senhas na bilheteria do local.
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