Publicado em 06/05/2017 às 12h20.

Marcha reúne milhares de defensores do uso medicinal da maconha

Ativistas pedem ampliação da lei aprovada em 2013 para facilitar utilização da cannabis como medicamento

Redação
Marcha Maconha Uruguai/Reprodução Globo
Imagem ilustrativa (Foto: Acervo Globo)

 

Em manifestação na principal avenida de Montevidéu, capital do Uruguai, milhares de pessoas participaram na manhã deste sábado (6) da Marcha da Maconha 2017. Como bandeira principal, o pedido de mudanças na legislação do país, em especial, o avanço no uso da planta em âmbito medicinal.

Ao longo do percurso entre a Praça da Liberdade de Montevidéu e a Torre Executiva – sede da presidência – os ativistas empunhavam cartazes de protesto e entoavam palavras de ordem alusivas ao movimento. Ao final da caminhada, foi lido um manifesto em que é exigida “maior vontade política para habilitar possíveis vias de acesso à maconha medicinal como espécie vegetal ou complemento alimentar”.

Em 2013, ainda no governo do presidente José Mujica, foi aprovada a lei de distribuição e produção de maconha que estabelece três modos de acesso à substância: a compra em farmácias, o autocultivo e os clubes de consumo para usuários. Mas a aquisição à forma medicinal da erva continua sob restrição.

Cadastro – A Marcha da Maconha no Uruguai pede que o Ministério de Saúde “destrave” o caminho para uma produção nacional de cannabis com fins medicinais. No último dia 2, foi aberto um cadastro para que usuários possam comprar maconha em farmácias. Dados oficiais contabilizam que mais de 8 mil pessoas (entre usuários e autocultivadores) e 62 clubes de membros para o consumo da erva já se cadastraram.

As informações são da Agência EFE.

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