Bahia registra pior desempenho no volume de serviços, diz IBGE
De acordo com pesquisa do órgão, em novembro de 2015, o estado apresentou índice de -17,9% em relação ao mês anterior, a variação negativa mais alta do país no período

Com um índice de -17,9%, a Bahia foi o estado brasileiro que apresentou maior variação negativa no volume de serviços em novembro de 2015, em relação ao mês anterior. Em seguida, vêm Amazonas (-15,0%) e Amapá (-14,7%), segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços, realizada pelo IBGE e divulgada nesta segunda-feira (18) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan). A performance do setor de serviços confirma a desaceleração da economia baiana, acompanhando tendência nacional.
De acordo com a análise regional, apenas cinco unidades federativas apresentaram variações positivas no setor: Roraima (10,9%), Mato Grosso (5,9%), Rondônia (4,1%), Tocantins (2,4%), e Pará (0,5%).
Segundo o levantamento, a Bahia não conseguiu desempenho satisfatório nem mesmo nas atividades turísticas. Comparada com 2014, em novembro de 2015 a variação foi de -5,7%. Apenas três estados ficaram em posição mais desfavorável: Espírito Santo (-10%), Santa Catarina (-8,1%) e Paraná (-6,2%). Os melhores índices ficaram com Distrito Federal (5,0%), Goiás (3,2%) e Pernambuco (2,8%).
Queda – Quando comparado com outubro de 2015, o volume de serviços na Bahia aponta retração em todas as atividades, com destaque para serviços profissionais, administrativos e complementares, segmento que registrou uma queda de 35,3%. A receita nominal, quando comparada com o mesmo mês do ano anterior, sofreu queda em todas as atividades, exceção apenas para a atividade envolvendo o trabalho doméstico, que marcou expansão de 5,2%.
Com relação ao acumulado da receita nominal no ano, nos últimos doze meses, houve uma ligeira variação positiva (1,1%), na comparação com o mesmo período de 2014. O resultado positivo foi impulsionado pelas atividades de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (7,3%), seguida do segmento de serviços prestados às famílias (6,8%).
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