Pessoas LGBTQIAPN+, mulheres, crianças e idosos contam com rede de amparo no Carnaval
Ao todo, 200 profissionais atuarão no serviço, na Biblioteca Central dos Barris, durante o Plantão Integrado dos Direitos Humanos

A SJDH (Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social) lançou nesta quinta-feira (27) uma rede de amparo a pessoas LGBTQIAPN+, mulheres, crianças e idosos durante o Carnaval. O atendimento será feito Biblioteca Central dos Barris.
Ao todo, 200 profissionais atuarão no serviço, batizado de Plantão Integrado dos Direitos Humanos. O acolhimento será realizado por assistentes sociais, psicólogos e advogados que já trabalham na rede de proteção do governo estadual e se dedicarão à orientação e ao encaminhamento de denúncias dos foliões.
O plantão integrado reúne cerca de 30 instituições parceiras, que incluem o Ministério Público do Estado (MP-BA), a Defensoria Pública da Bahia (DPE), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), as Secretarias de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), de Políticas para as Mulheres (SPM) e da Segurança Pública (SSP), o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Ceca), delegacias especializadas e a Casa da Mulher Brasileira.
“A rede de enfrentamento à LGBTfobia vem se preparando, desde o ano passado, para buscar uma construção efetiva. Não só no fluxo dos atendimentos e dos encaminhamentos para pessoas LGBTs que passaram por violação, mas também no fluxo interno do debate de dados. Quantas pessoas passaram por esse processo de violação, quem são essas pessoas e o objetivo é dar encaminhamentos efetivos e rápidos durante o carnaval”, explicou Tifanny Conceição dos Santos, uma das coordenadoras do plantão,
Recém-inaugurada, a Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e Intolerância Religiosa (Decrin) se integra ao amparo realizado pelas unidades especializadas da segurança, que ficam responsáveis pelo registro de ocorrências durante o Carnaval.
“Queremos garantir, com essa estratégia, que todas as pessoas se sintam respeitadas no Carnaval da Bahia. Isso vai acontecer em conjunto com a nossa rede de proteção, com órgãos da segurança pública, dos direitos humanos para que nós possamos ter o processamento rápido das denúncias, mas também o acolhimento às vítimas de violência”, diz Felipe Freitas, titular da SJDH.
Presente na cerimônia, a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, parabenizou a iniciativa estadual. “O respeito é a coisa mais importante. É por isso que a gente faz a campanha, né? É para todo mundo pular, é para todo mundo brincar, mas tem que cuidar. E para cuidar das pessoas, a gente tem que respeitar as infâncias, as pessoas idosas, sem preconceito. É isso que a gente quer: um Carnaval da alegria”, disse a ministra.
Mais notícias
-
Carnaval12h22 de 07/11/2025
Bruno Reis confirma tarifa zero no Carnaval para ambulantes cadastrados
-
Carnaval12h50 de 17/10/2025
Carnaval 2026: SPM inicia planejamento de ações do projeto Cuidar de Quem Cuida
-
Carnaval12h00 de 30/09/2025
Hub cultural fortalece blocos de matrizes africana e indígena para o Carnaval 2026
-
Carnaval15h31 de 25/09/2025
Salvador lança programa SustentaFolia para promover práticas ESG no Carnaval
-
Carnaval22h00 de 05/07/2025
Acordo entre MP-BA e Filhos de Gandhy garante que homens trans não sejam excluídos
-
Carnaval19h19 de 29/04/2025
Carnaval 2026: Seminário debate mudanças nas regras dos desfiles em Salvador
-
Carnaval16h47 de 23/04/2025
Blocos afro dão largada para o Carnaval 2026
-
Carnaval19h15 de 11/04/2025
Carnaval impulsionou desempenho do setor hoteleiro de Salvador em março
-
Carnaval18h07 de 28/03/2025
Comcar contraria MP-BA e limita acesso à reunião sobre novas regras de desfiles de blocos em 2026
-
Carnaval19h06 de 18/03/2025
Bloco Cheiro abre vendas para Carnaval 2026







