Sem detalhar custos, Kleber Rosa defende que empresários paguem conta da tarifa zero; assista
Candidato do PSOL apresenta fórmula simples para implantação do modelo e sugere que Bruno Reis (União Brasil) mente ao informar custo de R$ 1 bilhão com operação

O candidato a prefeito Kleber Rosa (PSOL) afirmou nesta quarta-feira (11) que, se eleito, pretende repassar parte da conta da tarifa zero nos ônibus aos empresários. “Quem vai pagar essa conta é a prefeitura e o setor empregador”, disse Kleber Rosa, durante sabatina do pool de veículos formado por bahia.ba, Informe Baiano, Muita Informação, Política Livre, Tribuna da Bahia e TV Alba.
A proposta é uma das principais bandeiras do sindicalista, que não detalhou objetivamente como implementará a promessa na prática, ou seja, de que forma convencerá os empresários a subsidiar o custo do transporte público. Apesar da complexidade do tema, disse que o modelo de catraca livre é possível de ser adotado na capital baiana, uma metrópole com 2.568.928 habitantes.
De forma genérica, afirmou que, para viabilizar recursos, promoveria um “choque de gestão” e revisão de todos os contratos da prefeitura. Micro e pequenos empresários ficariam isentos.
“Isso não é uma proposta contra os empresários, de forma nenhuma”, declarou.
Hoje, a cidade mais populosa com gratuidade no transporte público é Caucaia, no Ceará, com população de 355 mil pessoas. O custo estimado em R$ 25 milhões ao ano é pago com remanejamento orçamentário.
Ao defender sua proposta, Kleber Rosa diz que o prefeito Bruno Reis (União Brasil) mente ao informar uma despesa anual de R$ 1 bilhão com o transporte público, além de desembolsar cerca de R$ 200 milhões em subsídio. “Primeiro que a conta não é a que o candidato Bruno Reis apresentou. Ele diz que o custo do transporte é de R$ 1 bilhão, e não é real. A prefeitura deu, no ano passado, R$ 300 milhões de subsídio. Significa que ela pagou 30% da conta. Quem pagou os outros 70%? O povo, que não tem condição de pagar”, afirmou.
Ele, por sua vez, propõe uma fórmula simples para financiar a operação. “O sistema é, basicamente, três fontes: a prefeitura, através de subsídio; o setor empregador, através de auxílio transporte, e a população que paga o transporte. Minha proposta é simples: tirar a população e aumentar a participação dos outros dois segmentos, o setor empregador e o setor público”, prometeu.
Questionado sobre a possibilidade de a gratuidade acarretar um eventual aumento de impostos ou demissões nas concessionárias de transporte, Kleber Rosa também descartou tal hipótese.
“Isso não é perseguição aos empresários. Isso é colocar o interesse público acima do interesse privado. Pensar a cidade para o seu povo. E isso é compromisso dos empresários também”, reiterou o psolista.
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