Vereadora diz que Salvador é ‘a segunda capital com maior déficit do país’
Segundo Marta Rodrigues, "gravidade da situação demonstra falta de transparência e má gestão dos recursos públicos" na capital baiana

A vereadora Marta Rodrigues (PT), disse, nesta sexta-feira (23), que a próxima Prefeitura de Salvador precisa se comprometer com a organização financeira da cidade para tirá-la do ranking de segundo lugar, atrás apenas de São Paulo, das seis capitais com contas no vermelho, conforme os dados levantados pelo Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Sincofi).
Conforme Marta, o estudo aponta que no 1º semestre de 2024, seis capitais haviam registrado déficit. Depois de São Paulo, R$2,3 bilhões, o maior resultado negativo é o de Salvador, R$ 791,5 milhões.
“Salvador está com um rombo altíssimo. Isso é grave porque demonstra falta de transparência e má gestão dos recursos públicos. Sabemos que parte desse déficit, quando as despesas são maiores que as receitas, e desse endividamento, se devem também a empréstimos realizados pelo atual prefeitura sem dizer porquê, nem para quê, sem transparência quanto a aplicação dos recursos”, comentou a vereadora.
Segundo a vereadora de Salvador, o levantamento feito junto ao Tesouro Nacional, e divulgado pelo Poder360, evidencia o que vem sendo denunciado na Câmara de Salvador. “Diariamente apontamos a má gestão de recursos e a falta de transparência. Par se ter uma ideia, a cidade tem mais de 3 bilhões em dívidas, continua empobrecida e a prefeitura precarizando os serviços essenciais para a população”, comentou.
Marta Rodrigues afirma, ainda, que o endividamento da capital baiana é o reflexo de uma gestão obscura em relação aos gastos públicos. A petista denuncia que somente nos seis primeiros meses deste ano a prefeitura conseguiu um volume quase três vezes maior de empréstimos do que no mesmo período de 2023.
“O montante das operações de crédito realizadas pela Prefeitura de Salvador de janeiro a julho de 2024 totaliza R$ 690.677.716,68, volume quase três vezes maior do que os empréstimos tomados no mesmo período em 2023, que foi de R$ 266.410.145,48”, diz.
Para a edil, o prefeito vai buscar aumentar as receitas aumentando também os impostos, principalmente IPTU e taxa de contribuição.
“É a comprovação da ineficiência do executivo municipal em cumprir com seu compromisso de otimizar a verba pública e aplica-la em prol da população. Está acontecendo o inverso: população fica mais pobre e desassistida e o cofre público mais deficitário”, disse.
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