Publicado em 07/05/2016 às 14h40.

Artistas mostram empolgação por volta ao palco da Concha do TCA

Espaço, que será reaberto entre os dias 13 e 15, com o festival ‘Eu sou a Concha’, é visto como como lugar perfeito de integração

Redação
Uma das recordistas em apresentações na Concha Acústica, Margareth Menezes, volta ao espaço durante o festiva 'Eu sou a Concha' (Foto: Elói Corrêa/GOVBA)
Uma das recordistas em apresentações na Concha Acústica, Margareth Menezes, volta ao espaço durante o festiva ‘Eu sou a Concha’ (Foto: Elói Corrêa/GOVBA)

 

O festival ‘Eu sou a Concha’, que acontece entre os dias 13 e 15, com patrocínio da Coelba e da água de coco Obrigado, vai marcar a reabertura da Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), considerada por artistas consagrados, baianos ou não, importante na influência dos seus trabalhos.

Para o cantor alagoano Djavan, que realizou alguns shows memoráveis na Concha, o público baiano é um dos mais receptivos e fervorosos do país “e na Concha isso se multiplica, porque tem uma conformação que deixa show e plateia integrados de forma indissolúvel”, diz.

Ele ressalta ainda que os shows ali são muito energéticos, são inesquecíveis. “Eu tenho recebido reclamações nas redes sociais porque ainda não marquei a apresentação em Salvador, mas foi exatamente por isso. Estou esperando pela Concha. Eu quero fazer lá, estou com saudade de cantar na Concha Acústica”, salientou Djavan.

Com 40 apresentações, a cantora Margareth Menezes é a recordista de shows na Concha. Para ela, que volta ao local no dia 13, num encontro mais do que especial com Maria Bethânia, o espaço “abraça todo mundo que está ali dentro, parece uma cestinha de alegria, eu sempre curti. É um lugar perfeito, maravilhoso para interagir com a plateia. Eu gosto de fazer shows de palco e a Concha é diferenciada. No verão, é preciso ter aquela ‘vibe’ com a galera e a Concha proporciona isso”.

A cantora também relembra grandes apresentações que assistiu no local, com João Gilberto, Titãs, Luís Melodia, entre outros. “No início era tudo muito novo e foram shows que me marcaram. O espírito de ir para a Concha já é animador, é mais relaxado, o público vai com a emoção de estar em um espaço ao ar livre, que é um templo da música”.

A Concha é D’Oxum e de todos os orixás – Outro artista que transborda baianidade, Gerônimo se alegra ao afirmar que a Concha sempre foi a grande opção do ‘povão’ da Bahia. “Historicamente é onde eram feitos os programas ao vivo e era o espaço onde se realizavam os grandes festivais. Eu vejo a Concha Acústica como um grande patrimônio ao qual todas as pessoas podem ter acesso e espero que continue sendo, como sempre foi, uma oportunidade para novos artistas”.

O cantor e compositor reverencia a dimensão histórica do espaço. “Eu não sei como mensurar a importância da Concha Acústica para a Bahia, mas grandes acontecimentos culturais, sociais, estudantis, populares e políticos aconteceram ali, onde se dava o discurso e a manutenção da música. Espero que ela continue sendo este espaço disponível para que as pessoas façam seu movimento”.

Matéria para música – Mestre em capoeira, o cantor  Tonho Matéria se destacou na ncarreira solo, fez parte do Olodum e hoje é uma das vozes do Araketu. Para ele, “a Concha pode convocar os elementos culturais que temos aí e misturar com a música. Estou muito feliz porque ela vai atender de fato este chamado e misturar as linguagens. Nós precisamos fazer isso na nossa cidade”.

Tonho Matéria acredita que também foi construído enquanto músico na Concha. “Eu fui espectador, antes de começar a cantar e tocar. Depois que virei músico, também fui a vários shows e é um lugar muito mágico. Ela aproxima o público do artista, é uma convivência mais próxima. Era muito bacana o que acontecia lá”.

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