Dan Valente: ‘Tenho uma meta, que é gravar com Jorge & Mateus’
Cantor conversou com o bahia.ba sobre a gravação de seu DVD, marcada para dia 30 próximo

O cantor Dan Valente decidiu colocar o pé na areia para celebrar um novo ciclo, e o segundo DVD da carreira terá a cara do verão. O projeto, intitulado ‘Prainha’, será gravado no próximo dia 30, no Blue Praia Bar, na praia do Buracão, no Rio Vermelho, com produção da King Kong Filmes. Além das boas vibrações do litoral baiano, o artista contará com apoio dos fãs.
Em entrevista ao bahia.ba, Dan conta um pouco mais sobre o projeto e faz uma retrospectiva da carreira, que teve início aos 16 anos, nos bares da capital baiana. Hoje ele está nos palcos não só de Salvador, mas de todo o interior da Bahia. O cantor fala também sobre a mistura de ritmos, do crescimento profissional, de suas inspirações na música e a realização de um sonho em específico para fechar a lista de desejos profissionais. Confira a seguir o que rolou no bate-papo:
Seu primeiro DVD teve uma vibe mais intimista, gravado no RV Lounge, no Rio Vermelho. Desta vez, o projeto parece ganhar uma cara mais verão, tendo a praia do Buracão como cenário. De onde surgiu essa ideia?
O DVD vem com a ideia de celebrar esses anos de carreira, fazer algo diferente do que a gente já gravou. Eu tinha um papo nas redes sociais com alguns fãs de marcar um ‘encontrinho’, que é o que eles sempre pedem com a galera que acompanha meu trabalho. Então, decidi juntar a ideia do DVD, de celebrar um novo momento na carreira com a vontade de estar perto deles.
Então os fãs estarão com você nesse momento?
Selecionamos 50 fãs, das pessoas que me acompanham nas redes sociais, para participar desse projeto. Eles mandaram e-mails. Recebemos mais de quinhentas mensagens. Foi um processo grande pra a gente conseguir selecionar. Eles ainda não receberam a confirmação, vão ser convidados essa semana também. Acho que vai ser fantástico estar cercado de pessoas que admiram meu trabalho nesse momento.
Como foi montado o repertório do novo DVD? Contará apenas com músicas inéditas?
Nós estamos recebendo várias mensagens da galera, pedindo as novas músicas, para chegar no DVD já cantando. Assim como eu sou ansioso, os fãs também são, né? A gente deve lançar ao longo dessa semana algumas canções que estarão no DVD. São pré-produções: só eu, o violão e uma sanfona, para a galera aprender a música. Mas terá música antiga também. Nossos sucessos do início da carreira.
Como você está fazendo para controlar a ansiedade? Ainda se sente nervoso ao subir no palco?
Sempre que eu entro no palco, dá o nervosismo. Tem que dar, mas eu encontro essa calma praticando esporte. Eu sou um cara que não consigo (SIC) ficar parado. Então, sempre que eu tô nervoso ou ansioso, eu dou uma corridinha na orla, ou vou para a academia ou jogo bola. Às vezes toco violão, assisto uma TV, para dar uma relaxada. Esse é o meu jeito.

O que mudou do Dan Valente do início da carreira para hoje?
Muita coisa. Na medida que a gente vai amadurecendo, a gente vai encontrando o nosso caminho, né? Por isso, eu acredito que o artista deve passar por vários momentos. Eu já cantei de tudo na minha vida, desde o samba até o barzinho voz e violão. Eu acho tudo isso super importante para o crescimento do artista. Eu lembro que eu tinha uma identidade ainda em construção, e hoje eu tenho algo mais firme.
Parece ser uma pergunta batida, mas essa é sempre uma curiosidade de quem não é muito ligado ao universo: como é cantar sertanejo em Salvador, uma cidade que é completamente entregue ao pagode?
Salvador é plural demais. Eu acho que o sertanejo e o forró, o ‘forronejo’, como o pessoal chama… e acho que a linha que eu faço mais tem muito espaço aqui. Na verdade, temos espaço no Brasil todo. Hoje, nas rádios, mais de 60% das músicas que são executadas são de sertanejo ou forró. A gente toca muito pelo interior da Bahia e no Carnaval também. Isso é muito importante para mim, como artista. Temos que abraçar o que é nosso, sempre mostrando a nossa cara e dando o nosso toque de Bahia, com o nosso tempero, independente do ritmo.
Vivemos várias ondas na música brasileira. Já tivemos o momento do axé, do pagode, do reggae, do sertanejo. Agora o funk vem com força. Como você faz para lidar ou se adaptar a isso?
Eu sou um cara muito eclético. Então, pra mim, foi ótimo incluir outros gêneros no meu repertório. Eu tô fazendo uma playlist no meu Spotify, e a galera pode acompanhar lá, que tem o que eu ouço no dia a dia. E tem do rock ao funk. Eu gosto de colocar isso nos shows porque mostra muito do que o artista curte, e isso passa muita verdade. Misturo o funk com o pagode nosso, e a galera dança.

Você já falou sobre ter crescido ouvindo grandes nomes da música sertaneja, como Zezé di Camargo & Luciano, Leonardo, Chitãozinho. Mas entre os artistas atuais, quais são suas influências? Tem algo fora do gênero sertanejo?
Tem alguns artistas que eu escuto bastante. Dos novos tem Matheus Fernandes, que tá fazendo um sucesso grande com a música ‘Sonâmbulo Do Nada Eu Apareço na Balada’. Eu conheço ele já há algum tempo e é um cara que tem um talento muito grande. Admiro muito também Safadão; Aviões do Forró; Raí, do Saia Rodada. Mas fora do gênero, eu sou fã incondicional de Saulo Fernandes, Xanddy e Léo Santana. A gente tem que se orgulhar do que é nosso, e eu tenho um orgulho danado de ser soteropolitano.
Você está prestes a gravar um novo DVD, que, com certeza, é a realização de um sonho. Mas o que ainda falta você riscar da lista de desejos profissionais?
Eu tenho uma meta na minha carreira, que eu acho que um dia eu vou conseguir realizar, que é gravar uma música com Jorge & Mateus. Sou fã do Jorge há muitos anos. Ele que me influenciou a começar a cantar o sertanejo, porque ele tem um timbre médio-grave, e antigamente o sertanejo era predominado por uma voz bem aguda. Tenho uma admiração muito grande. Já os conheci pessoalmente e espero ter a oportunidade de gravar com eles também.
O que os fãs podem esperar para 2020?
Teremos novidades para o ano que vem envolvendo o Carnaval. Além da nossa pipoca, que teve uma vez no ano passado e pode ser que tenha mais ano que vem… Vou deixar no ar pra galera (risos).
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