Publicado em 18/09/2016 às 20h00.

Ministro festeja resultados na Paralimpíada e anuncia novo ciclo

No momento em que se encerram os Jogos Rio-2016, Leonardo Picciani comemora atuação dos atletas e diz que participação do Brasil foi "extraordinária"

Jaciara Santos
LEONARDO/PICCIANI/PARALIMPIADA
Picciani: ‘Extraordinária participação’ (Foto: Marcos Arcoverde / Estadão Conteúdo)

 

O ministro do Esporte, Leonardo Picciani, comemorou neste domingo (18), em entrevista no Rio Media Center, na Cidade Nova, centro do Rio, os resultados da Paralimpíada Rio 2016, que incluem a venda de 2,1 milhões de ingressos, inferior apenas ao volume dos Jogos de Londres 2012, quando foram comercializados 2,3 milhões de tíquetes.

No momento em que se encerram os Jogos Paralímpicos, Picciani disse que a certeza é que o Brasil teve uma “extraordinária participação”. Foram 72 medalhas conquistadas, contra 43 na edição de Londres.

Picciani informou que, dos 193 recordes mundiais quebrados durante a Paralimpíada do Rio de Janeiro, três foram alcançados por brasileiros. A equipe do Brasil somou 32 medalhas inéditas em esportes como ciclismo, voleibol sentado e halterofilismo. Todas as medalhas foram conquistadas por bolsistas do governo federal, que representam 90,9% da delegação. Essa foi também a melhor campanha feminina da história da participação brasileira na Paralimpíada, com 19 medalhas.

 

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Carlos Farrenberg, um dos atletas paralímpicos que ajudaram a cumprir a promessa de medalha todo dia (Foto: André Motta /Brasil 2016)

 

Todos os dias – De acordo com o ministro, os atletas paralímpicos cumpriram a promessa de que o Brasil teria medalhas todos os dias durante esta edição dos Jogos Paralímpicos. O esporte que mais conseguiu medalhas foi o atletismo, seguido da natação. A meta do ministro é trabalhar para que a participação nos Jogos do Japão, em 2020, seja ainda melhor.

Em apenas um dia, o Parque Olímpico da Barra recebeu 167 mil pessoas, deixando para trás o recorde anterior de 157 mil visitantes, registrado durante a Olimpíada Rio 2016. O site oficial do governo brasileiro Portal Brasil foi acessado por mais de 160 países durante os Jogos Paralímpicos. Na Olimpíada, o acesso superou 200 países.

Novo ciclo – Encerrada a Paralimpíada, o Ministério do Esporte volta sua atenção para o ciclo 2016/2020, no qual  o país terá a infraestrutura olímpica de legado instalada no Rio de Janeiro e em outras regiões do país, como o Centro Paralímpico Brasileiro, construído em São Paulo.

Leonardo Picciani informou que o orçamento será ampliado de R$ 505 milhões para R$ 656 milhões, em 2017, com acréscimo de 30%, porque não haverá mais necessidade de investir na construção de equipamentos olímpicos. “Portanto, os programas do ministério serão mantidos e ampliados”.

Conforne Picciani, o Ministério do Esporte terá duas prioridades com o orçamento de 2017. Uma delas será com a preparação dos atletas, com aumento de programas que “vêm dando certo”, entre eles o Bolsa Atleta e o Bolsa Pódio, em parceria com as Forças Armadas.

A outra prioridade é o investimento no esporte educacional e de inclusão social.

O ministério vai iniciar trabalho de divulgação da Lei de Incentivo ao Esporte para a iniciativa privada, de modo a aumentar o volume de recursos utilizados em apoio ao esporte olímpico e paralímpico. Segundo ele, hoje 40% do total não são captados.

 

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Fernanda, “primeira repórter com Síndrome de Down do Brasil e do mundo” (Foto: Divulgação)

 

Síndrome de Down – A coletiva teve como mestre de cerimônia Fernanda Honorato, do Programa Especial da TV Brasil, “primeira repórter com Síndrome de Down do Brasil e do mundo”, conforme ela se apresentou ao ministro Picciani. Além disso, ela é atleta pela Sociedade de Síndrome de Down e rainha de bateria da primeira escola de samba dedicada a pessoas com deficiência, a Embaixadores da Alegria.

Fernanda fez questão de afirmar que “sou como todos e faço tudo o que desejo, posso e devo, desde que isso me faça feliz. Afinal de contas, é isso que importa”. Ressaltou que os atletas paralímpicos brasileiros são a prova de que “todos temos as nossas particularidades, mas, no fim, somos cidadãos com direitos iguais e capazes de alcançar tudo que desejamos até hoje”.

O ministro agradeceu a colaboração de Fernanda Honorato e destacou que o paradesporto remete à inclusão, ao respeito, às diferenças e serve para mostrar que cada um pode fazer o que deseja e se propõe, do seu jeito, da forma que consegue fazer. “Creio que esse é o grande ativo, razão de ser também do esporte, exemplos de superação, de força de vontade. E entender que não há limites quando a gente deseja e busca fazer uma coisa que nos move”, concluiu.

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