Público da Rio 2016 elege os mais amados e os menos queridos
Atletas se destacam pela simpatia ou por atitudes avessas ao espírito olímpico; confira

Na primeira olimpíada na América do Sul, a torcida brasileira deixou clara sua sinceridade em relação aos atletas. Quando gostava de alguém, a plateia vibrava e praticamente adotava o competidor. Já quando não gostava, não perdia a oportunidade de mostrar descontentamento. Confira aqui alguns dos atletas que mexeram com o coração dos brasileiros ou que os torcedores gostariam de ver bem longe.
Os bem amados
1) Usain Bolt, o “raio” jamaicano
Muito mais do que um atleta, Bolt é um showman. Simpatia em pessoa, o jamaicano já tinha ido ao Rio de Janeiro em 2014 e 2015, onde participou do desafio mano a mano contra corredores brasileiros. Se naquela época ele já conquistou o coração dos cariocas, nesta Olimpíada ele conquistou o Brasil. A prova maior que o brasileiro o adotou foi quando Bolt abriu um largo sorriso na final dos 100 metros rasos com direito a memes nas redes sociais.

2) Simone Biles, humildade em pessoa
A americana Simone Biles da ginástica encantou o mundo. Não é a toa que os brasileiros também caíram no charme da atleta, principalmente quando Biles reconheceu que a sua medalha de bronze deveria ter ido para a brasileira Flavia Saraiva, nosso xodó tupiniquim.

3 ) Novak ou simplesmente Djoko
Bastou um duelo contra a Argentina no tênis para que o servio Novak Djokovic ganhasse a torcida brasileira. Gritos de “Eiro, eiro, Eiro, Djoko é brasileiro” e “Olha que maneiro, Djokovic é brasileiro”, pipocaram na torcida. E o amor foi mútuo. O sérvio adotou munhequeiras verde e amarelas e a raqueteira com a frase “Boa Sorte”. Após a disputa, Djoko reconheceu que poucas vezes sentiu tanto apoio da torcida e chegou a chorar após a derrota por, segundo ele, por ter decepcionado os brasileiros.
Os menos queridos

1) Renaud Lavillenie ou “o francês da prova da vara”
Em uma disputa apertada com os norte-americanos da natação, Renaud Lavillenie conquistou o primeiro lugar no ranking de atleta mais odiado pelos brasileiros na olimpíada. Ao perder a disputa para o brasileiro Thiago Braz, ele reclamou da torcida local e comparou os brasileiros com os nazistas nos Jogos de Berlim. “Em 1936, a multidão estava contra Jesse Owens. Não vimos isso desde então. Temos que lidar com isso”, disse Lavillenie, medalhista de ouro em Londres 2012. O francês chegou a se desculpar pela comparação, mas manteve as críticas às vaias. As desculpas não foram suficientes. Ao subir ao pódio para receber a medalha de prata, Lavillenie foi novamente vaiado e chorou.

2) Lochte, Bentz, Conger e Feigen ou “os nadadores vândalos americanos”
Eles saíram da Vila Olímpica e foram beber, passaram da conta e vandalizaram um posto de gasolina. Até aí o brasileiro seria capaz de perdoar. O problema foi quando os nadadores inventaram a mentira de que foram assaltados por policiais brasileiros. Após serem desmascarados por imagens de câmeras de segurança, eles se desculparam. O Comitê Olímpico Americano também soltou uma nota pedindo desculpas pelas atitudes dos nadadores.

3 ) Islam El Shehaby, o egípcio que se recusou a apertar a mão de israelense após derrota
Após ser derrotado por Or Sasson, atleta de Israel, o egípcio recusou-se a apertar a mão do adversário. Ao final do confronto, quando Sassom aproximou-se para cumprimentá-lo, El Shehaby recuou. A atitude foi imediatamente vaiada pelo público presente na Arena Carioca 2 e criticada pelo Comitê Olímpico Internacional.
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