Publicado em 19/05/2016 às 12h17.

BRT: Neto diz que deixará ‘bola na marca do pênalti’

Prefeito de Salvador peregrinou por ministérios e afirma que “portas estão abertas”; no entanto, democrata pede “compreensão”: “Não sou agoniado, nem afobado”

Evilasio Junior
Foto: Valter Pontes/ Agecom
Foto: Valter Pontes/ Agecom

 

O prefeito ACM Neto afirma que os recursos para as obras do BRT de Salvador, enfim, serão liberados pelo governo federal. O gestor reclamava ser “perseguido” politicamente pela gestão da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e, com o ingresso de Michel Temer (PMDB) no comando interino, diz que “as portas agora estão abertas”. “Nós temos outro clima e outro ambiente de tratamento das demandas de Salvador no governo federal”, afirmou Neto, nesta quinta-feira (19), ao ser perguntado pelo bahia.ba durante a entrega simbólica de 50 escolas municipais na Bela Vista do Lobato, no Subúrbio Ferroviário.

O democrata esteve em Brasília esta semana, onde conversou com o próprio Temer e o chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, e fez uma peregrinação entre os ministérios das Cidades, Educação, Saúde e Fazenda. Segundo o prefeito, o novo responsável pelas finanças federais, Henrique Meirelles, assegurou facilitar a solicitação do Município, que requer um financiamento de US$ 52 milhões do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para viabilizar obras que fortaleçam a cidade como destino turístico, sobretudo o sistema moderno de ônibus.

No entanto, ACM Neto preferiu não falar em prazo para que as verbas estejam em caixa, até porque o Tribunal Superior Eleitoral veda a transferência de dinheiro da União para o Município depois do dia 2 de julho. “A gente tem que ter a compreensão de que é um momento difícil e nem tudo vai se resolver ao mesmo tempo. Existem inclusive essas limitações de prazos, por causa da lei eleitoral. Eu tenho sensibilidade para entender tudo isso. Não sou agoniado, nem afobado. Quem sofreu esse tempo todo tem que ter a compressão de que estando diante de um governo sensível precisa compreender que esse é um momento de arrumação e ajuste. No entanto, a confiança é muito grande”, considerou.

O prefeito prometeu ainda que, independentemente de quem assumir o Palácio Thomé de Souza a partir de janeiro de 2016, vai deixar o projeto “pronto e preparado”. “A bola vai ficar na marca do pênalti. Se não der tempo de sair antes da eleição, sairá depois da eleição, porque a gente não trabalha com esse calendário. Muito pelo contrário”, afirmou.

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