Publicado em 29/08/2018 às 16h00.

Antes de votação no STF, chefe do MP assina nota contra ensino domiciliar

Assunto será apreciado em recurso extraordinário junto ao Supremo, em julgamento marcado para esta quinta-feira (30)

Redação
Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

 

A procuradora-geral de Justiça Ediene Lousado, chefe do Ministério Público baiano, é uma das signatárias de uma nota emitida pelo Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG), formado por todos os chefes de MPs do país, contra o ensino domiciliar, realizado pela família. O assunto será apreciado em recurso extraordinário junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), em julgamento marcado para esta quinta-feira (30).

Em nota técnica, o Conselho sugere ao ministro Luís Roberto Barroso, relator do recurso, que sejam realizadas audiências públicas para ouvir os atores dos sistemas educacional e jurídico sobre o tema.

O CNPG avalia que a educação domiciliar não tem previsão constitucional e fere as previsões legais do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

A entidade defende ainda que “inexiste a prerrogativa constitucional dos pais em optar pela exclusão dos filhos da ambiência escolar, ou a faculdade de condicionar frequência dos estudantes a ato discricionário da família”.

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.