Publicado em 24/07/2018 às 15h47.

Cafezeiro se desfilia de associação de magistrados por presidente ser contra quinto constitucional

"Uma ofensa de descomunal gravidade, que atinge a todos que tiveram acessos aos tribunais de Justiça estaduais e federais pelo quinto constitucional, previsto na Lex Legum vigente"

Redação
Foto: divulgação/TJ-BA
Foto: divulgação/TJ-BA

 

“Indignado”, o desembargador Sérgio Cafezeiro, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), se desfiliou da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages) por causa da afirmação do presidente da entidade, Magid Nauef Láuar, de que o quinto constitucional é composto por “advogados fracassados”, que têm “interesses escusos” por terem “indicação política”.

Para o desembargador baiano, a declaração de Nauef “foi a maior decepção”. Cafezeiro diz que na corte baiana o cargo “jamais fôra preenchido por advogados fracassados e sem conhecimento jurídico para o exercício de nobilitante mister”.

“Uma ofensa de descomunal gravidade, que atinge a todos que tiveram acessos aos tribunais de Justiça estaduais e federais pelo quinto constitucional, previsto na Lex Legum vigente, iça à colocação, o meu repúdio veemente, porque meus genitores me educaram com a distinção do respeito a todos os cidadãos, independentemente de quem sejam e dos cargos que exerçam”.

Cafezeiro garante ainda que não teve “apadrinhamento político” para se tornar desembargador. “Sem rodeios e sem meias palavras”, o desembargador pede em ofício o fim de seu vínculo com a Anamages. “Fique em paz, não ofenda os que honram a toga, com os mesmo cuidados e preparo jurídico dos colegas concursados”.

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