Publicado em 20/12/2016 às 08h35.

Brasileira está entre os cientistas mais importantes do ano

Conforme a revista Nature, Celina Turchi, se destacou por causa de sua pesquisa que descobriu a relação entre a microcefalia e o vírus da zika

Rebeca Bastos
Foto: Unicef/Ueslei Marcelino
Foto: Unicef/Ueslei Marcelino

 

A brasileira Celina Turchi, especialista em doenças infecciosas da Fiocruz Pernambuco, foi escolhida como uma das dez cientistas mais importantes de 2016 pela revista britânica Nature, por causa da pesquisa que descobriu a relação entre a microcefalia e o vírus da zika. Para realizar o estudo, a pesquisadora entrou em contato com cientistas de todo o mundo para pedir ajuda. Ela formou uma força-tarefa de epidemiologistas, especialistas em doenças infecciosas, pediatras, neurologistas e biólogos especializados em reprodução.

“Nem no meu pior pesadelo eu imaginei uma epidemia de microcefalia em bebês”, lembrou a pesquisadora em entrevista à Nature. Ela diz acreditar que o Brasil vive uma emergência de saúde pública com o surto da doença.

Celina afirmou que o trabalho foi um desafio por não haver testes confiáveis sobre o vírus e nenhum consenso em relação à definição de microcefalia. Mas o intenso contato dentro da rede de especialistas formada por ela permitiu obter evidências suficientes para ligar a infecção por zika e a doença no primeiro trimestre da gravidez.

Outros cientistas citados foram a argentina Gabriela González, por uma pesquisa inovadora sobre ondas gravitacionais, e o espanhol Anglada Defendi, que entrou na lista por ter descoberto um planeta parecido com a Terra próximo à estrela Alpha Centauri.

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