Publicado em 16/07/2016 às 14h10.

Tentativa de golpe militar na Turquia deixa ao menos 265 mortos

Primeiro-ministro turco define tentativa de golpe como "uma mancha na história da democracia na Turquia"

Fernando Valverde
Reprodução: Instagram
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A tentativa de golpe militar na Turquia na madrugada deste sábado (16) deixou ao menos 265 mortos, entre civis e membros das forças armadas a favor e contra o golpe. Pela manhã, o primeiro-ministro turco Binali Yildirim afirmou em entrevista a uma rede de televisão turca que 161 pessoas tinham morrido na madrugada e outras 1.440 haviam ficado feridas em confrontos entre civis e militares pró-golpe.

Aparentemente, o cálculo excluiu os 104 militares golpistas que também morreram durante os conflitos, segundo fontes oficiais turcas. Entre as vítimas que eram contrárias ao golpe estavam ao menos 47 civis, 41 policiais e dois soldados do Exército. Além disso, mais de 2.800 pessoas foram presas e mais de 1.000 ficaram feridas, de acordo com Yildirim.

Na manhã deste sábado, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan fez um pronunciamento e disse que a tentativa de golpe militar não foi bem-sucedida. Em Istambul, o presidente afirmou que está no comando do país, mas pediu à população que continue nas ruas. Um dos ministros do governo Erdogan afirmou que “90% da situação está controlada”.  Erdogan estava de férias e retornou a Istambul de madrugada.

Também na manhã deste sábado, a agência estatal turca Anadolu informou que todos os soldados envolvidos na tentativa de golpe e que estavam na sede militar da capital do país foram detidos por forças de apoio a Erdogan. Segundo representante da presidência, este era o último local ainda sob controle de militares apoiadores do golpe.

Militares leais ao governo turco devem concluir a busca por membros das forças armadas que apoiaram a iniciativa, segundo o chefe de inteligência do país, Hakan Fidan. Para esta tarde, também é aguardada a realização de uma sessão no Parlamento turco, na capital Ancara. Até o início do dia, membros das forças armadas pró-golpe ainda detinham o controle da Casa.

Temas: Turquia

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