Venezuela acusa Obama de desconhecer governo eleito pelo povo
Na segunda-feira (14), em entrevista à CNN em espanhol, Obama recomendou a eleição, o quanto antes, de "um governo legítimo"

O governo da Venezuela divulgou nesta quarta-feira(16) comunicado condenando as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a quem acusa de “intromissão” na vida política do país e de desconhecer um governo eleito pelo povo.
“A Venezuela condena as ingerências e as arrogantes declarações do presidente Barack Obama, que desconhece o governo legítimo e constitucional da Venezuela”, diz a nota, distribuída pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).
O documento, a que a agência Lusa teve acesso, explica que “desconhecer expressamente o governo eleito pelo povo da Venezuela infringe normas e princípios elementares do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, como o princípio de não ingerência nos assuntos internos (de outros países), o princípio de autodeterminação dos povos e de igualdade soberana dos Estados”.
Na segunda-feira (14), em entrevista à CNN em espanhol, Obama recomendou a eleição, o quanto antes, de “um governo legítimo”.
Segundo o MRE, “o sistema democrático venezuelano” contempla “garantias para o exercício do direito da vontade e poder popular como não existem em nenhum outro país” e, por isso, “os direitos civis e políticos da população estão plenamente garantidos”.
No documento, o governo venezuelano afirma que o sistema político dos Estados Unidos “é profundamente elitista, baseado na capacidade de influência dos capitais empresariais em substituição à vontade do povo”.
“A Venezuela condena as declarações do presidente norte-americano por constituírem franca intromissão na vida política do país e (por), de forma aberta, incitar os fatores violentos à derrubada do governo constitucional e legítimo do presidente Nicolás Maduro”, diz o comunicado.
O presidente norte-americano manifestou-se, na segunda-feira, preocupado como a crise econômica na Venezuela e recomendou a eleição, o quanto antes, de um governo “legítimo”.
“Francamente, estamos preocupados com o estado da economia [da Venezuela]”, disse em entrevista à CNN em espanhol. Ele destacou que “os Estados Unidos não têm nenhum interesse em ver a Venezuela fracassar” e que as economias dos países do Continente Americano estão todas interligadas.
“Se a Venezuela fracassar isso poderá ter um impacto [negativo] nas economias da Colômbia, da América Central, ou do México e isso, por sua vez, poderá afetar a economia norte-americana”, disse.
Obama afirmou que os Estados Unidos querem “que o povo venezuelano tenha sucesso”, acrescentando, no entanto, que isso será “mais difícil” se os venezuelanos “não solucionarem alguns dos problemas de governabilidade que os afetam há bastante tempo”.
“Assim que o povo venezuelano puder eleger um governo em que confie, que seja legítimo e que possa começar a implementar políticas econômicas que o tirem da espiral em que se encontra, melhor será para todos nós”, declarou.
Mais notícias
-
Mundo16h50 de 22/11/2025
Donald Trump lamenta prisão de Bolsonaro: ‘É uma pena’
-
Mundo15h52 de 22/11/2025
Homem mata a irmã a facadas e faz videochamada para a mãe após crime
-
Mundo18h32 de 21/11/2025
VÍDEO: Avião da Força Aérea cai durante apresentação em show aéreo
-
Mundo17h37 de 21/11/2025
Putin reage ao plano de Trump para paz no conflito da Ucrânia
-
Mundo19h00 de 20/11/2025
Trump reduz tarifas sobre parte dos produtos agrícolas brasileiros
-
Mundo09h21 de 20/11/2025
Trump sanciona lei que autoriza liberação de arquivos do caso Jeffrey Epstein
-
Mundo11h56 de 19/11/2025
Museu do Louvre anuncia instalação de 100 novas câmeras externas após assalto
-
Mundo08h31 de 19/11/2025
Governo alemão se retrata após falas de chanceler contra o Brasil: ‘Grande respeito’
-
Mundo18h26 de 17/11/2025
Avião da Embraer com ministro incendeia após aterrissar
-
Mundo09h31 de 17/11/2025
Trump reforça frota no Caribe, mas indica possibilidade de diálogo com Maduro









