Publicado em 03/03/2017 às 12h48.

Zika eleva em 20 vezes problemas em nascimentos nos EUA, diz estudo

Antes da chegada do vírus no país, os defeitos congênitos ocorreram em cerca de 3 a cada 1 mil nascimentos

Redação
Foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas
Foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas

 

Gestações afetadas pelo zika vírus tiveram 20 vezes mais ocorrências de microcefalia e alguns outros problemas congênitos em comparação com gestações em anos anteriores à chegada da enfermidade às Américas, disseram pesquisadores norte-americanos nesta quinta-feira (2).

O dado consolidado em relatório publicado pelo Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos enfatiza o risco contínuo da doença durante a gravidez. O estudo examinou as taxas de problemas de nascimento em Massachusetts, Carolina do Norte e Geórgia em 2012-2013 – antes da chegada do zika nas Américas – e comparou com os registros de 2016.

O resultado indicou que as  taxas de defeitos congênitos comumente vistos entre bebês afetados pelo zika eram 20 vezes maiores e ocorriam em quase 60 a cada 1 mil gestações concluídas com infecções. Antes do vírus, os defeitos congênitos ocorreram em cerca de 3 a cada 1 mil nascimentos. O CDC continua a recomendar que as mulheres grávidas evitem viajar para áreas com zika, e as mulheres grávidas que vivem nas áreas afetadas devem tomar medidas para se proteger contra a infecção.

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