Publicado em 11/12/2015 às 18h03.

Impeachment é legítimo, diz presidente nacional do PSB

Apesar disso, o partido ainda não se posicionou sobre o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff

Ivana Braga
Foto: Divulgação/ PSB
Foto: Divulgação/ PSB

 

O comandante nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse ao bahia.ba que o partido ainda não se posicionou sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo ele, diferentemente do PT, os socialistas entendem que o impedimento não é um golpe, mas sim um processo legítimo, previsto na Constituição Federal e nas leis da República. Apesar da compreensão, a sigla ainda não anunciou sua posição sobre a questão, por entender ser “necessário analisar o assunto com bastante cautela por se tratar de fato de extrema gravidade”.

Em Salvador, onde participou do encontro realizado nesta sexta-feira (11), na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), o presidente nacional do PSB reconheceu que a presidente Dilma Rousseff  enfrenta uma situação delicada, já que não tem sustentabilidade política para governar, por não ter uma base política. “A presidente e seu partido precisam adotar providências para que possam ter uma base política no Parlamento. Não há possibilidade de se governar sem uma base política, que ela perdeu. Tem mais de um ano que foi reeleita e não consegue governar”, avaliou.

Siqueira defende que a crise é de governabilidade e exige uma saída, seja por meio do impeachment ou pela renúncia de Dilma. “Não se pode continuar à frente de um governo quando não se tem uma base de sustentação que permita governar. Como está não é possível continuar”, assinala o presidente nacional do PSB, para quem, se Dilma não formar uma base política capaz de sustentar seu governo, o único caminho que lhe resta é deixar o Planalto.

O chefe dos socialistas entende que as soluções para os problemas do país são muito complexas e a esperança não pode ser depositada em uma só pessoa. Siqueira defende que, se houver o impeachment de Dilma, o próximo governo terá de ser de união nacional, com todas as forças, não apenas partidárias, mas sociais, trabalhadores, empresários e movimentos sociais “para tirar o país dessa crise sem precedentes que atravessa”.

Carlos Siqueira defendeu ainda o afastamento do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara Federal até o final do processo que tramita no Conselho de Ética, que apura quebra de decoro parlamentar.

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