Lamentavelmente a barbárie é também uma possibilidade humana
Nossos desafios é diminuir a probabilidade da sua ocorrência. Essa não é uma leitura fria e simplista da minha parte. Pelo contrário, essa minha leitura, nessa perspectiva é para nos leva a entender o fenômeno da barbárie no emaranhado da sua complexidade, identificando suas razões, causas e efeitos, e assim construirmos o conjunto de medidas necessárias ao seu enfrentamento, sem místicas e mentiras.
Para não restar dúvidas, a barbárie do terrorismo patrocinado e praticado pelo estado islâmico , tem o meu repúdio e indignação, e a minha mais irrestrita solidariedade às famílias das vítimas, bem como à França e a todos (as) franceses (as).
A França é o país do mundo que adotei como a minha segunda pátria. Adoro a França pela sua grande contribuição libertária, democrática e de justiça social para a humanidade, a partir da Revolução Francesa.
As consignas da Revolução Francesa fundadas na “Liberté, Égalité et Fraternité” (Liberdade, Igualdade e Fraternidade) me contagiaram extraordinariamente para o sentido de fazer política, a partir dos meus 10 anos de idade.
Por tudo que a França significa para a humanidade, independente do déspota Luiz XIV, em sua síntese de governo fundado na máxima “L’Etat c’est moi” (O Estado sou eu), eu continuo sendo admirador da França, também, independente dos Le Pain da contemporaneidade francesa.
Presidente François Hollande não recue em suas posições de enfrentar a barbárie do estado islâmico, somando-se a outras forças internacionais de coalizão no combate a esse tipo de terrorismo do século XXI.
Mas, aqui desde veículo de comunicação me dirijo também à Vossa Excelência e à Presidenta Dilma Rousseff para que liderem um movimento sério, consequentemente e de excelência no combate ao terrorismo do estado islâmico e outros equivalentes.
Chamem os países mais ricos e as multinacionais que tanta riqueza acumularam e ainda acumulam em suas atividades produtivas para transferirem conhecimento e tecnologias para que os povos desses países, dominados pelos extremistas de vertente “religiosa” enxerguem um outro mundo libertário, com mais possibilidades de vida com dignidade, autoestima e felicidade.
A barbárie precisa ser combatida com conhecimento libertário, protagonista e condições de vida com dignidade para os povos das sociedades aprisionadas pelos extremistas do estado islâmico e assemelhados.
Dogma insano mais miséria social é igual a extremismos de todas as naturezas.
Essa equação precisa ser desconstituída em nome de um mundo mais civilizado para os humanos, a natureza e todos os seus demais filhos.
Edival Passos é economista humanista
Diretor da Ecocriativa – Consultoria em Economia Criativa
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