Publicado em 26/02/2016 às 19h07.

No Chile, Dilma não participa da festa de aniversário do PT

Alvo de críticas internas devido à condução econômica, presidente preferiu esticar sua permanência no Chile para evitar constrangimentos

Redação
A presidenta do Chile, Michelle Bachelet, recebe a presidenta Dilma Rousseff em cerimônia oficial de chegada. (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
A presidenta do Chile, Michelle Bachelet, recebe a presidenta Dilma Rousseff em cerimônia oficial de chegada. (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

A presidente Dilma Rousseff não vai marcar presença na festa de aniversário de 36 anos do PT, prevista para a noite deste sábado (27), no Rio. Ela decidiu prolongar a permanência no Chile, para onde foi na manhã desta sexta-feira (26) em visita oficial. Com sua comitiva, a presidente deve retornar de Santiago para Brasília às 17 horas do sábado, em uma viagem de quatro horas, o que torna difícil chegar a tempo à festa.

A comemoração começa nesta sexta-feira (26) com uma reunião do diretório nacional na qual deve ser aprovado um documento com críticas à política econômica e um seminário da Fundação Perseu Abramo. O diretório nacional da legenda deve aprovar uma lista de mais de 20 pontos com propostas para a superação da crise econômica. Boa parte dos itens diverge do que tem sido a posição do governo. Os petistas, no entanto, negam que a ausência de Dilma, que já havia confirmado sua ida à comemoração, seja um sinal de afastamento.

O presidente da legenda no Rio de Janeiro, o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, disse não fazer questão da presença da presidente no evento na zona portuária. Ressaltou, no entanto, que fala apenas em seu nome e não do partido. Quaquá está entre os petistas contrários à política econômica do governo. Amanhã a agenda prevê show do sambista Diogo Nogueira e são esperadas 3 mil pessoas. O cachê do cantor e o custo da festa não foram informados pelo PT.

Chile – Em entrevista publicada na edição desta sexta-feira do jornal chileno El Mercurio, a presidente disse que que o maior desafio que enfrenta atualmente é a retomada do crescimento, para que o país volte a criar empregos e oportunidades para os brasileiros. Dilma desembarca no início da tarde em Santiago para uma visita de dois dias ao país.

Sobre a crise política no Brasil e o pedido de impeachment contra ela na Câmara dos Deputados, a presidenta reiterou que não há qualquer denúncia de corrupção contra ela. “Independentemente das tentativas de setores da oposição de afastar-me da presidência por meios ilegítimos e ilegais, seguirei cumprindo o que me ordena a Constituição. Temos grandes temas que merecem a nossa atenção, como a reforma da Previdência. O Brasil não pode e não vai parar”.

Segundo a presidenta, a economia brasileira está passando por um momento de transição adaptando-se à nova realidade internacional com o fim do superciclo das commodities. Dilma destacou que a implementação de um conjunto de medidas para garantir a solvência fiscal é parte do compromisso do governo para a retomada do crescimento.

Questionada sobre como espera terminar seu mandato, Dilma afirmou que gostaria de entregar a seu sucessor, daqui a três anos, um país em plena recuperação econômica com melhora das condições de vida da população. (Com informações da Agência Brasil)

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