Para PMDB baiano, saída de Padilha motiva outros divórcios
Após a saída de Eliseu Padilha do Ministério da Aviação Civil, peemedebistas pressionam para que Henrique Alves deixe o Ministério do Turismo

A saída do peemedebista Eliseu Padilha do Ministério da Aviação Civil e a pressão de correligionários para que Henrique Alves, um dos mais governistas do PMDB, abandone a pasta do Turismo, têm causado preocupação no governo federal e bastante movimentação dentro da cúpula do partido aliado.
Na Bahia, os principais nomes do PMDB parabenizaram Padilha pelo divórcio e disseram esperar a saída dos outros seis peemedebistas da Esplanada dos Ministérios. Com isso, acreditam eles, a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff será fortalecida, uma vez que o PT ficará enfraquecido, principalmente na Câmara dos Deputados.
Ao bahia.ba, o deputado federal Lúcio Vieira Lima considerou a demissão como uma sinalização, inclusive, para outros partidos que desejam deixar a base, mas temem a perda de força política.
Segundo ele, muitas legendas que se mostravam indecisas deverão reavaliar as suas posições. “A leitura no Congresso vai ser o fortalecimento da tese de impeachment. Muitos partidos ficavam lá dizendo que o PMDB não botava a cara… e estas possíveis saídas de ministros fortalecem os partidos que eventualmente têm um desejo de sair também”, declarou o parlamentar baiano, ex-vice-líder do governo no Congresso.
O deputado estadual Leur Lomanto Jr. (PMDB) reafirmou ao bahia.ba que o fim da aliança é um desejo antigo dos peemedebistas baianos e a saída de Padilha pode ser um sinal de que a legenda começa a tomar um lado.
“O PMDB é um partido dividido, mas acredito que a tendência pelo rompimento está crescendo há algum tempo e acho que deve cada vez mais se consolidar”, pontuou.
Ferrenho opositor ao PT e principal articulador do fim da aliança com os trabalhadores no estado, o presidente do PMDB na Bahia, Geddel Vieira Lima, ex-ministro da Integração Nacional no governo Lula e ex-vice-presidente da Caixa no governo Dilma, mandou um recado ao correligionário Henrique Eduardo Alves. “Agora é hora de gente que construiu toda sua bela história no PMDB não permitir que constranjam o nosso partido. Viva Eliseu Padilha”, escreveu no Twitter.
“Eu espero que outros no PMDB mostrem, a partir do exemplo do Eliseu Padilha, que tem gente com dignidade e coluna vertebral”, acrescentou Geddel.
‘Culhudeiro’ – Ainda conforme Lúcio, a saída de Padilha e o não recebimento dele pelo ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, petista e ex-governador da Bahia, demonstra a importância que o PT dá aos partidos da base aliada. “O PT só quer usar e no momento que os partidos precisam fica fazendo sacanagem”. Sobre Wagner, disparou: “Ele está se caracterizando como o maior culhudeiro que a Bahia tem”.
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