Publicado em 19/02/2016 às 11h27.

PDDU carece de ‘visão de futuro da cidade’, critica economista

Paulo Henrique de Almeida diz que quantidade de eventos na capital baiana é equivalente ao que se faz em um ano em São Paulo

Rodrigo Aguiar
Foto: Rodrigo Aguiar/bahia.ba
Foto: Rodrigo Aguiar/bahia.ba

 

Participante da audiência pública que discute o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador, nesta sexta-feira (19), o professor e economista Paulo Henrique de Almeida afirmou que o projeto carece de uma “visão de futuro da cidade”.

A audiência desta sexta debate o impacto do PDDU no desenvolvimento econômico, cultural e turístico da cidade. “Não há um todo coerente e consistente. Salvador precisa assumir seu papel de metrópole, de liderar um processo de desenvolvimento”, disse o economista, que iniciou seu discurso brincando que gostaria de não apanhar pelo que iria dizer, por ser “professor da Ufba e velho”. Entre os participantes da mesa, também estão o presidente da Fundação Gregório de Mattos, Fernando Guerreiro e o secretário municipal de Cultura e Turismo, Érico Mendonça.

De acordo com Almeida, Salvador deve deixar de “ter vergonha” de ter vocação para o segmento de serviços. “Uma economia de serviços é uma economia de pessoas, que não pode funcionar sem mobilidade. E é uma economia de reuniões. É absolutamente subdesenvolvido, primitivo, uma cidade sem um centro de convenções”, criticou.

De acordo com o acadêmico, a quantidade total de eventos na capital baiana é equivalente ao que se faz em um ano em São Paulo.

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