Pelo Facebook, Gabrielli rebate: “Fernando Baiano é corrupto”
Em nova delação premiada, o operador de propinas Fernando Baiano afirma que Gabrielli tinha conhecimento sobre propina na Refinaria Pasadena
O ex-presidente da Petrobras e ex-secretário de Planejamento do Estado da Bahia, José Sérgio Gabrielli, foi apontado em nova delação premiada do operador de propinas do PMDB Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, na última segunda-feira (16), de ter conhecimento dos “acertos políticos” fechados para o projeto Revamp (Renovação do Parque de Refino), na Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. Os acertos envolvem, segundo o depoente, adiantamento de propinas para políticos.
Nesta quarta-feira (18), o ex-presidente da estatal utilizou o Facebook para se defender, após ler notícia publicada no Jornal Folha de São Paulo no qual, segundo ele, não havia sua real resposta à reportagem. “Depois de receber email da Folha às 16:54, hora de Salvador, e responder as 19:01 a Folha apenas publicou que eu achei “surreal” as acusações que estavam sendo feitas por ouvir dizer”, escreveu.
Segundo Gabrielli, não existe um fato sobre o qual ele precisa se manifestar. “Há um “disse que me disse” sem fundamentos e sem lógica.
O Senhor Fernando Baiano, corrupto confesso, diz que ouviu de dois ex-diretores da Petrobras que eu saberia de um pretenso “acerto político” relativos a Revamp´da refinaria de Pasadena. Quais os termos deste pretenso acordo de um contrato que não existiu? O Revamp, investimento para mudar o perfil de refino, seria uma necessidade do negócio, porém os conflitos com os sócios dissiparam esta possibildade e a aquisição da segunda metade da refinaria só se efetivou depois de longa batalha judicial, já depois que eu tinha saído da empresa”, acrescenta.
Ainda conforme ele, “por outro lado, a aquisição da refinaria ao antigo proprietário não envolvia no primeiro momento o Revamp, cuja discussão só ocorre depois da aquisição. Um pretenso acordo com uma empreiteira brasileira que passaria pela avaliação de sócios e avaliação técnica posterior, além de um processo licitatório, é um delirio de interpretação”.
Depoimento – No seu depoimento à Procuradoria Geral da República, Fernando Baiano disse ter ouvido conversas de dois ex-diretores da estatal já presos que Gabrielli tinha conhecimento dos “acertos políticos”.
“[Renato, ex-diretor de Serviços] Duque comentou assim como Nestor Cerveró [ex-diretor de Internacional], que Gabrielli tinha conhecimento também do projeto da Revamp e dos ‘acertos’ políticos”, disse.
“Questionado qual seria o ‘acerto político’, ouviu dizer que na Revamp o Partido Progressista (PP) e o Partido dos Trabalhadores (PT) receberiam um valor considerável de propina”, registrou a força-tarefa da Lava Jato, em delação anexada nesta segunda-feira, 16, nos autos da Operação Corrosão, 20ª fase da Lava Jato.
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